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QUE HOJE VOCÊ POSSA LER E OUVIR PALAVRAS BELAS E EDIFICANTES. MAS SE OUVIR ALGUMA QUE O FIRA. NÃO SE REVOLTE NEM REVIDE. CALA-TE. É DIFÍCIL... DÁ UM NÓ NA GARGANTA... NO ENTANTO, TENHA FORÇA E CALA-TE. VERÁS COMO NO SILÊNCIO ESSAS PALAVRAS QUE FEREM SAIRÃO DE VOCÊ MAIS RÁPIDO, PORQUE ELAS SE SENTIRÃO SOZINHAS.

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domingo, janeiro 8

Sutra do coração


O Sutra Do Coração Numa Perspectiva Chinesa E Theravada

sutra do coracaoO Sutra do Coração ou A Mensagem do Coração da Grande Sabedoria Transcendente é uma síntese de uma grande coleção de textos doutrinais, cerca de 600 volumes, denominado Maha Prajna Paramita Sutra, e expressa de uma forma extremamente concisa os ensinamentos essenciais do Buddha. Seu tema principal, bem como o do grupo de onde foi extraída, é a doutrina da Vacuidade, da Iluminação e da Suprema Sabedoria. Sobre ela, Nagarjuna, o grande mestre e fundador da escola do Caminho do Meio (Madhyamika), construiu sua doutrina de realização através da contemplação do Vazio (sunya).
A Mensagem (Sutra) do Coração, como é mais conhecida, é o sutra mais difundido no Japão e um dos principais em todas as escolas do Buddhismo sino-japonês, seja para o estudo doutrinal, seja para os ritos. A escola Zen o tem como seu texto fundamental.
SUTRA DO CORAÇÃO

O Sutra da Perfeição da Sabedoria ou Sutra do Coração (em sânscrito: Prajñā Pāramitā Hridaya Sūtra, chinês: 般若波羅蜜多心經) é um conhecido sutra budista mahāyāna. Notável por sua brevidade, concisão e claridade, o Sutra do Coração tem esse nome por ser considerado representativo dos ensinamentos básicos dos Sutras da Perfeição da Sabedoria, que são muito mais longos. Não é difícil ter o texto completo do sutra em uma única página.
O Zen em particular enfatiza bastante o estudo do Sutra do Coração. Sua versão chinesa é recitada com frequência (na pronúncia local) em cerimônias naChina, Japão e Coréia.
Alguns acadêmicos acreditam que o Sutra do Coração foi composto originalmente na China e posteriormente traduzido para o sânscrito. Essa não é uma opinião predominante, ainda que a versão chinesa seja de fato muito mais influente do que a versão em sânscrito.

Neste Sūtra, o bodhisattva da compaixão Avalokiteśvara, sânscrito "Aquele que olha para baixo" (em socorro dos seres em sofrimento) descreve a vacuidade (Shunyata) a Shariputrapor meio de uma metáfora para a originação dependente e as Duas verdades: (a conhecida afirmação de que) "forma é vacuidade, vacuidade é forma". Declara que também osskandhas, isto é, os cinco agregados da existência humana, são, eles próprios, vazios. "Dessa forma, Avalokiteśvara afirma que o transcendente é encontrado apenas em sua manifestação no imanente, e em nenhum outro lugar"[1].
O Sūtra do Coração é encerrado com um mantra ou dhāraṇī, que induz o recitador à compreensão da verdade:
SânscritoPronúnciaTradução livre
Gate gate[gəteɪ gəteɪ]Foi, foi
Pāragatepɑɹɑ gəteɪ]Foi além (para a outra margem)
Pārasamgate[pɑɹɑsɑm gəteɪ]Foi completamente para a outra margem
Bodhi svāhā['bəʊdiː swɑhɑ]Iluminação, quão maravilhosa!

FONTE: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sutra_do_Cora%C3%A7%C3%A3o



sábado, agosto 20

As quatro estações da vida

As Quatro Estações da Vida

(Texto: Venerável Mestre Hsing Yün )
Estações da Vida

A maioria das regiões, qualquer que seja sua localização no mundo, estejam no Hemisfério Norte ou no Hemisfério Sul, experimentam as mudanças das quatro estações – primavera, verão, outono e inverno. A primavera traz consigo brizas suaves e chuvas breves; o verão observa o florescer das flores e o verdejar das plantas; com o outono, vem a seca e o vento; com o inverno, o frio e o gelo. Os diferentes climas das quatro estações se assemelham aos vários estágios da vida – cada um com suas próprias características.

Um filósofo, certa vez, comparou a vida às quatro estações: a juventude é a primavera; a maturidade é o verão; a meia-idade é o outono; e a velhice, o inverno. Assim como cada estação oferece uma paisagem singular, as quatro estações da vida também têm seus atributos individuais. Essa comparação é, de fato, muito pertinente.

Estágios e mudanças gradativas

Assim como existem quatro estágios nas estações e na vida, todos os fenômenos passam por mudanças gradativas. O universo passa por quatro estágios: formação, existência, declínio e vazio. O mundo nasce de causas e condições; a seguir, tem um tempo limitado de existência e, ao passar por mudanças e níveis cada vez maiores de declínio, finalmente cessa de existir. O vazio, no entanto, não significa o fim, já que o mundo atravessa o ciclo de formação, existência, declínio e vazio, uma e outra vez, infinitamente.

O corpo humano também passa por quatro estágios: nascimento, envelhecimento, doença e morte. Com o nascimento, a família se regozija. Com a velhice, os entes amados se afligem. Com a doença, as mentes se preocupam. E, diante da morte, a família se aflige. Mas a morte não significa o fim da vida – ela é simplesmente uma transmigração. Sucessões de nascimento, envelhecimento, doença e morte se seguirão.

Nossas mentes também atravessam incessantes estágios de surgimento, existência, mudança e extinção. Quando um pensamento surge, todos os tipos de imagens aparecem em nossas mentes. Enquanto ele existe, a mente flui com o pensamento. Mas, quando o pensamento muda, uma miríade de variações ocorrem e, quando ele cessa, murcha como uma flor e espera a próxima floração. Não podemos controlar as quatro estações do mundo, nem as quatro fases dos fenômenos, mas podemos ter o leme das quatro estações da vida. Dessa forma, faremos melhor uso delas quando chegarem.

A primavera da vida é o tempo de brotar e crescer. Devemos nos fortalecer absorvendo nutrientes, cultivando nossa compaixão e abraçando o desejo de salvar o mundo. No viçoso florescer do verão, devemos beneficiar aos outros, oferecendo nossa energia para complementar seu crescimento. Com a aproximação da maturidade do outono, devemos contribuir para os iniciantes na vida com nosso conhecimento, doando-lhes os abundantes frutos conquistados por nós. Com a chegada do inverno da vida, devemos fazer uso de nossas realizações para enriquecer o mundo, tal como o Sol de inverno aquece a terra. Que maravilhoso toque final para nossas vidas!

Frases

"A fala cautelosa afasa comentários.
A conduta cautelosa evita intrigas."

"O enfermo nos ensina a fortuna do vigor.
O faminto nos ensina a felicidade da fartura."

"Aquele que é abençoado encontra energia na adversisdade.
Aquele que é abeçoado converte palavras ásperas em melodia de bondade amorosa, compaixão, alegria e equanimidade."
Créditos:
Venerável Mestre Hsing Yün é o 48º patriarca do budismo chinês da escola Ch’an. Fundador do Monastério Fo Guang Shan, em Taiwan, e do Templo Zu Lai, em Cotia (SP), entre outros ao redor do mundo.


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