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QUE HOJE VOCÊ POSSA LER E OUVIR PALAVRAS BELAS E EDIFICANTES. MAS SE OUVIR ALGUMA QUE O FIRA. NÃO SE REVOLTE NEM REVIDE. CALA-TE. É DIFÍCIL... DÁ UM NÓ NA GARGANTA... NO ENTANTO, TENHA FORÇA E CALA-TE. VERÁS COMO NO SILÊNCIO ESSAS PALAVRAS QUE FEREM SAIRÃO DE VOCÊ MAIS RÁPIDO, PORQUE ELAS SE SENTIRÃO SOZINHAS.

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quinta-feira, dezembro 8

TEMAZCAL - Um caminho de cura




"O TEMAZCAL É UMA ANTIGA CERIMÔNIA DE PURIFICAÇÃO E LIMPEZA DIFUNDIDA ENTRE DIVERSOS GRUPOS PRE-HISPÂNICOS DA AMÉRICA, FRENTE AO QUAL OS CONQUISTADORES ESPANHÓIS FICARAM A PRINCÍPIO HORRORIZADOS MAS, DEPOIS, TIVERAM QUE ACEITAR SUAS QUALIDADES, DO MESMO MODO QUE AGORA SE RETOMA SUA PRÁTICA FRENTE A MOSTRA INEGÁVEL DE SEUS EFEITOS POSITIVOS. O HOMEM COMEÇA A RECUPERAR ESTAS PRÁTICAS E CONHECIMENTOS ANCESTRAIS PARA DIMINUIR OS EFEITOS NEGATIVOS DA VIDA MODERNA, COMO O ESTRESSE E AS CONSEQUÊNCIAS DOS MAUS HÁBITOS. EM GERAL, DO DESCUIDO DO CORPO COMO UM TODO, EM SUAS DIMENSÕES FÍSICA, EMOCIONAL E ESPIRITUAL".
 (Por Tahíta)
(Tradução do espanhol Verônica D'amore)
portal arco-íris

domingo, outubro 30

DIA DOS MORTOS NO MÉXICO - Patrimônio da Humanidade pela UNESCO


No México o dia dos mortos é uma celebração transformada em festa, risos, música e alegria. 

No México, o Dia dos Mortos é uma celebração de origem indígena, que honra os defuntos no dia 2 de novembro. Começa no dia 1 de novembro e coincide com as tradições católicas do Dia dos Fiéis Defuntos e o Dia de Todos os Santos. Além do México, também é celebrada em outros países da América Central e em algumas regiões dos Estados Unidos, onde a população mexicana é grande. A UNESCO declarou-a como Patrimônio da Humanidade.
As origens da celebração no México são anteriores à chegada dos espanhóis. Há relatos que os astecas, maias, purépechas, náuatles e totonacas praticavam este culto. Os rituais que celebram a vida dos ancestrais se realizavam nestas civilizações pelo menos há três mil anos. Na era pré-hispânica era comum a prática de conservar os crânios como troféus, e mostrá-los durante os rituais que celebravam a morte e o renascimento.
O festival que se tornou o Dia dos Mortos era comemorado no nono mês do calendário solar asteca, por volta do início de agosto, e era celebrado por um mês completo. As festividades eram presididas pela deusa Mictecacíhuatl, conhecida como a "Dama da Morte" (do espanhol: Dama de la Muerte) - atualmente relacionada à La Catrina, personagem de José Guadalupe Posada - e esposa de Mictlantecuhtli, senhor do reino dos mortos. As festividades eram dedicadas às crianças e aos parentes falecidos.
É uma das festas mexicanas mais animadas, pois, segundo dizem, os mortos vêm visitar seus parentes. Ela é festejada com comida, bolos, festa, música e doces preferidos dos mortos, os preferidos das crianças são as caveirinhas de açúcar. (...)
Na cultura Joao vitor lopesana, La Catrina, popularizada por José Guadalupe Posada, é um esqueleto de uma dama da alta sociedade. É uma das figuras mais populares da Festa do dia dos mortos no México.

TRANSFORMAÇÃO DO RITUAL

Quando os espanhóis chegaram à América no século XVI, se aterrorizaram com esta prática, e no intento de converter os nativos, fizeram as festividades coincidirem com as festividades católicas do Dia de Todos os Santos e o Dia dos Fiéis Defuntos. Os espanhóis combinaram seus costumes com o festival centro-americano criando um sincretismo religioso que deu lugar ao atual Dia dos Mortos.
Um dos estados mexicanos que mais representam este sucesso é Michoacán.

CARACTERÍSTICAS

Nas festividades, encontra-se aspectos oriundos tanto dos antigos habitantes centro-americanos, como também, características modernas, adquiridas do contato com a cultura dos colonizadores.





PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE



Em cerimônia realizada em Paris, França em 7 de novembro de 2003, a UNESCO distinguiu a festividade indígena do Dia dos Mortos como Obra Mestra do Patrimônio Oral e Intangível da Humanidade. A distinção por considerar a UNESCO que esta festividade é[:
"... uma das representações mais relevantes do patrimônio vivo do México e do mundo, e como uma das expressões culturais mais antigas e de maior força entre os grupos indígenas do país".
Além disso, no documento se destaca:
"Esse encontro anual entre as pessoas que celebram e seus antepassados, desempenha uma função social que recorda o lugar do indivíduo no seio do grupo e contribui na afirmação da identidade..."
Além de:
"...embora a tradição não esteja formalmente ameaçada, sua dimensão estética e cultural deve ser preservada do crescente número de expressões não indígenas e de caráter comercial que tendem a afetar seu conteúdo imaterial".




FONTE: WIKIPÉDIA
leia artigo completo em: 


fotos do dia dos mortos no México
http://www.diademuertos.com/

sábado, setembro 10

QUETZALCOALTL - A Lei do Centro

O hieróglifo nahuatl, que com maior freqüência encontramos, é o de uma figura que através de infinitas variantes está determinada sempre por quatro pontos unificados em seu centro, disposição que hoje conhecemos como "Quincunce".
O 5, isto é, o 5° ponto tem um significado muito particular na cosmovisão americana pré-colombiana, e não só entre ela, pois muitos panteões do oriente e ocidente expressam este algarismo como ponto de fusão ou união entre os 4 pontos cardeais, os 4 membros do corpo humano, os 4 reinos que coexistem na terra, os 4 elementos integrados no Universo, etc...
Porém, entre os americanos, o Quincunce tem uma conotação particular: é o emblema do 5° sol, o coração do céu. Pareceria ser a estilização do quadrilátero e do triângulo, sendo o seu centro, vértice da pirâmide reduzida a uma figura plana, sendo como se segue:
A simbologia teotihuacana expressa o conceito dos quatro elementos primordiais por um ponto sintetizador, conceito este que é a medula de todo o desenvolvimento teológico deste povo. Desta forma, o céu e a terra encontrar-se-iam no homem e, com maior precisão, no coração humano.
Quetzalcoatl, principal divindade do panteão “maia/azteca”, representada por um pássaro/serpente ou uma serpente emplumada, é também o nome de um conceito cósmico, dando a idéia de ponte entre o animal e o divino. Na chave interpretativa astronômica, Quetzalcoatl é a Via Láctea e na astrológica, o planeta Vénus, com o qual o vemos continuamente identificado. Dizem as tradições que inaugurou a Era do Centro, a 5° idade, aquela que ultrapassou os 4 sóis precedentes, isto é, as 4 raças de que nos fala o “Popol Vuh”. Este ser, entre mítico e histórico, já que nos anais encontramos um governante com o mesmo nome, tinha como preocupação vencer a inércia e verticalizar os esforços, criando assim uma doutrina mística que lembrasse aos homens sua origem celeste. Por isso, o Quincunce era seu emblema, como também de um remoto deus “Huehueteo tl” - Velho deus do Fogo - (lembremos que o fogo é elemento dinâmico por excelência) e se observarmos detidamente o Quincunce percebemos que nele está impresso um continuo movimento de transformação ininterrupta. Se nos aproximamos do oriente há uma divindade de que nos fala o Rig Veda, isto é, Agni que "coincidentemente" simboliza o fogo, responsável pela purificação da matéria.
Sabe-se que o ano venusiano de 584 dias, compõem-se de um período diurno e um crepuscular, separados pelas conjunções superior e inferior, no curso dos quais o planeta desaparece nos raios solares (pg. 48 a 50 do manuscrito maia, Biblioteca Dresden). Depois de uma união de 90 dias com o sol (e da invisibilidade que resulta desta conjunção superior) Vênus aparece durante 250 dias no céu da tarde.
É quando então sobrevem o drama: submetida à lei da gravidade própria das coisas naturais, Vénus se verá irresistivelmente atraída pelo baixo-mundo até desaparecer em suas profundidades. Oculta-se durante 8 dias o que corresponde à conjunção inferior que precede a sua emergência oriental.
Esta realidade astronômica, vemo-la refletida no mito da vida de Quetzalcoatl. Diz-se que foi engendrado no preciso momento que sua virgem mãe engoliu uma pedra preciosa (símbolo da perfeição e da Luz); outras versões ainda mais remotas afirmam que veio de Vênus. Sua inocência e pureza eram tão grandes que os demônios (almas primitivas) não toleravam sua presença e continuamente o submetiam à tentações. Como o divino jovem não tinha ainda percebido seu corpo, puseram-no à frente de um espelho e, ao ver tal imagem, seu coração encheu-se de amargura e tristeza, pois considerava esse corpo feio, imperfeito e carente de harmonia. Os tentadores, aproveitando seu desconsolo, ofereceram-lhe uma bebida embriagante, e do espelho fizeram surgir uma imagem feminina. O jovem asceta perdeu sua virginal pureza, caindo no mundo vulgar.
Quando o efeito do álcool já se estava diluindo, achou-se fora do palácio; entrou num sarcófago de madeiro, e ali permaneceu 4 dias. Ao fim destes levantou-se, dirigiu-se, ao mar, fez uma fogueira e queimou-se nela. Então surgiram no horizonte aves que levaram suas cinzas até o céu em forma de pirâmide e a alma, de Quetzalcoatl volta à sua pátria, Vênus.
Tudo está maravilhosamente estruturado.
Teotihuacan, palavra nahuatl que significa Cidade dos Deuses, é um dos centros arqueológicos mais importantes em toda a América Latina. Foi uma metrópole dedicada quase que exclusivamente a atividades religiosas, onde "a serpente aprendia milagrosamente a voar, isto é, onde o indivíduo adquiria a categoria de ser celeste". Entre as pirâmides dedicadas uma ao Sol e outra à Lua, encontramos o templo de Quetzalcoatl, enfeitado com 365 cabeças em alto relevo e com os símbolos que representam o ano astronômico.
Se a ciência arqueológica dedicasse um pouco de suas energias a desvendar os enigmas que existem neste centro cultural, seguramente descobriria que nenhuma de suas construções, imagens, monumentos, etc..., foram realizados por acaso e, sim, com uma profunda intenção de esquematizar uma verdade que hoje se esconde em suas esquecidas ruínas. A Lei do Centro, está presente em cada palmo destas silenciosas sentinelas que, fundamentadas nas revoluções dos astros e em precisos cálculos matemáticos, encerram unidades cada vez mais complexas, as quais, através de sua configuração, se vão surpreendentemente sintetizando.
A própria serpente corrobora isto, e em sua pele podemos observar como seus módulos vão se dilatando e contraindo sistematicamente. O finito e o ilimitado, o tempo e a eternidade fundem-se no Quincunce, como a importância de uma cultura que, embora ignorada, mantém acesa a sua mensagem esperançosa de que futuros homens, filhos deste mesmo passado, redescubram sua gloriosa origem.
EMILIO MOUFARRIGE
Revista Thot - Número 6 Julho/Agosto de 1976
fonte: Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick 

quarta-feira, novembro 5

ANO NOVO ASTECA



O ano vai de 7 de Outubro de 2008 a 6 de Outubro de 2009.
NESSE SITE TEMOS O CALENDARIO EM DOIS FORMATOS
PDF
IMAGEM JPG
http://www.calendariosagrado.org/

O site, conhecido pelo domínio CalendarioSagrado.ORG, tem um objetivo bem claro: ajudar a resgatar e dar mais visibilidade aos calendários de nossos antepassados, dos misteriosos povos antigos que tinham conceitos tão singulares no que se refere ao tempo.
Contatos através do e-mail
calendariosagrado@calendariosagrado.org.
Projeto CMAIA (Calendário MesoAmericano Independente e Aberto)