Sagitário é o signo preparatório para Capricórnio e em alguns livros
antigos é chamado "o signo do silêncio". Nos antigos mosteiros o irmão
recém-admitido tinha de se sentar em silêncio, não era autorizado a
caminhar nem a falar. Não se pode entrar no quinto reino da natureza, o
reino espiritual, nem escalar a montanha de Capricórnio enquanto houver
não houver controle da fala e do pensamento. Esta é a lição de
Sagitário: restrição da fala através do controle do pensamento. Isso nos
manterá ocupados, porque depois de abandonar o uso das formas comuns da
fala, tais como o falar da vida alheia, então será preciso aprender a
silenciar sobre as coisas espirituais. Você terá de aprender sobre o quê
não dizer sobre a vida da alma, muita conversa sobre coisas para as
quais pessoas podem não estar preparadas.(...)
O verdadeiro ser que trabalha a qualidade de Sagitário é uma pessoa
muito potente; potente porque é o signo do silêncio; potente porque é o
signo da direção definida e a meta é vista pela primeira vez com a
devida clareza; potente porque é o período que precede imediatamente o
nascimento do Cristo. Dizem-nos que Sagitário é o espírito de verdade;
soma de toda Verdade brotando da revelação individual.
Em Sagitário, o primeiro dos grandes signos universais, vemos a verdade
como o todo quando usamos as flechas do pensamento corretamente. Eu
direi, isto é para mim, minha formulação de verdade, porque ela me ajuda
a viver. Outros grupos usam outras terminologias e somente me é
possível ver a visão na medida em que posso alcançar a maneira pela qual
meu irmão encara a verdade. Todas as várias verdades formam uma
Verdade; é disso que se dá conta em Sagitário e você não poderá cruzar o
portão no sopé antes de ver onde a sua pequenina porção da verdade
forme parte do mosaico grupal.
Trechos extraídos do livro OS TRABALHOS DE HÉRCULES. Alice Bailey
http://reocities.com/HotSprings/9292/herc9
A humildade também é chave neste momento pois, sem ela, não há como
reconhecer a Grande Verdade. A humildade também é requisito fundamental
para perceber que a Verdade se encontra distribuída na multiplicidade
das formas, de modo que cada ser possui também uma parte dela. O
estudante pode pesquisar esse material em cada ser com quem se
relaciona, respeitosamente. A maioria dos conflitos humanos seria
resolvida com essa proposição. O herói torna-se inofensivo. Lembremos
que inofensividade não significa submissão assim como silêncio não é
mutismo. Silêncio é o som da Verdade e inofensividade requer grande
determinação.
Sagitário, signo correspondente, é representado por um centauro com
arco e flecha. A flecha que aponta a direção e esta direção é a luz como
nos ensina o mito. Ao seguirmos esta direção proposta, encontraremos a
Verdade libertadora. Júpiter rege Sagitário e simboliza a Grandiosa
Verdade apontada pela flecha.
A aplicação prática sugerida propõe a busca da verdade por meio da
identificação das orientações, das setas da vida. Procurar, com atenta
observação externa e interna, o caminho para onde a vida quer nos levar e
usar o silêncio e o som para empreendê-lo. Silêncio, ou som sintético,
nos orientam para uma economia de palavras desenvolvendo a objetividade
na fala e na atitude, o que nos protege dos desvios indesejados do
caminho.
A oração pela aspiração para que a verdade de nossa vida nos seja mostrada são essenciais.
Silêncio e som. Som como silêncio na medida certa e sábia, ou a
utilização da palavra justa, da manifestação da verdade através das
palavras. O Verbo na fala. Purificamos a qualidade do som à medida que
buscamos a Verdade.
http://reocities.com/HotSprings/9292/reflex9.htm
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quinta-feira, dezembro 8
sábado, julho 2
Signos e Constelações
Chamamos de signo as constelações zodiacais por onde o Sol transitava em 134 a.C., quando o grande astrônomo grego Hiparco, inspirado em um sistema de origem babilônica, dividiu essa região do céu em 12 partes iguais, de 30 graus cada.
Chamamos de constelação as constelações zodiacais por onde o Sol transita atualmente, de acordo com a União Astronômica Internacional. O signo e a constelação de mesmo nome diferem, principalmente, devido à precissão dos equinócios que faz com que o eixo de rotação terrestre gire em um período de cerca de 26.000 anos.
PEIXES
Signo: 20 de fevereiro a 20 de março; Constelação: 12 de março a 17 de abril.
O ponto vernal ou ponto gama é uma das interseções, no céu, do plano do Equador Celeste com o plano da órbita aparente do Sol em torno da Terra (plano da eclíptica). No dia em que o Sol se encontra nesse ponto, perto de 21 de março, vindo do Hemisfério Sul para o Hemisfério Norte, inicia a primavera no Hemisfério Norte e o outono no Hemisfério Sul.
Desde 64 a. C., o ponto vernal se encontra na constelação de peixes.
Os babilônios os assírios e os persas representavam por dois peixes as estrelas dessa região do céu. Para os egípcios a constelação registrava a aproximação da primavera e da estação da pesca.
Suas principais estrelas são:
Alrischa (Alpha Piscium). A medula espinhal, nome árabe. Representa o ponto de onde saem os dois peixes.
Gamma Piscium (Gamma piscium). Atualmente, o ponto vernal está perto dessa estrela. Representa a cabeça de um dos peixes.
Alpherg (Eta piscium), Representa o início da cauda do outro peixe.
ÁRIES
Signo: de 21 de março a 20 de abril. Constelação: 18 de abril a 12 de maio.
Em 134 a.C., inspirado em um sistema de origem babilônica, o grande astrônomo grego Hiparco dividiu as constelações zodiacais em 12 partes iguais, de 30 graus cada.
Foram os babilônios que adotaram o signo de Áries para marcar o início do ano pois de 1823 a.C. a 54 a.C., o Sol se encontrava nessa constelação, no equinócio da primavera. Por esse motivo os signos astrológicos têm sua origem em Áries.
A constelação representa apenas a cabeça e os chifres do carneiro, visto de frente.
Suas principais estrelas são:
Hamal (Alpha Arietis), significa Carneiro, em árabe. Localiza-se no chifre direito do Carneiro.
Sheratan (Beta Arietis), os dois signos, também em árabe, designava o conjunto de estrelas, formado por Sheratan e Mesarthim. Fica no chifre esquerdo.
Mesarthim (Gamma Arietis), o ministro, em Hebreu. Localiza-se na orelha esquerda do Carneiro.
TOURO
Signo: 21 de abril a 20 de maio. Constelação: 13 de maio a 20 de junho.
É mais antiga de todas as constelações e talvez a primeira a ser delimitada pelos babilônios, que a utilizaram para marcar o início do ano, pois o equinócio da primavera, de 4.455 a.C. a 1.823 a.C., localizava-se nela.
A constelação representa somente as partes dianteiras do corpo do Touro. Os belos aglomerados estelares das Plêiades e das Híades fazem parte dessa constelação. O ano começava com o nascer helíaco das Plêiades na primavera. O nascer helíaco da Híades, era associado à estação da chuva - donde a origem do seu nome, que significa "chover". As estrelas das Híades, distribuídas em forma da letra V, representam o nariz do Touro.
O nome árabe de suas principais estrelas são:
Aldebaran (Alpha tauri), significa "Aquele que vem depois da Estrela da Água", isto é, das Plêiades. Localiza-se no olho direito do Touro.
Alnath (Beta tauri), a viagem (feita pelo Touro). Fica na ponta do chifre esquerdo.
Ain (epsilon tauri), o olho. Representa o olho esquerdo do Touro.
GÊMEOS
Signo: 21 de maio a 20 de junho. Constelação: 21 de junho a 19 de julho.
Atualmente, o Sol se encontra em Gêmeos no início do verão no Hemisfério Norte e início do inverno no Hemisfério Sul. A constelação representa dois irmãos gêmeos. A origem desta constelação prende-se à coincidência de estar o sol nesta região do céu no período posterior às inundações do Nilo, precedendo à época da germinação e anunciando a fecundidade. Antes era representada por dois brotos de plantas.
O nome latino de suas principais estrelas são:
Castor (Alpha geminorum), um dos filhos gêmeos de Leda, esposa de Tíndaros, rei de Esparta, é a estrela mais brilhante desta constelação, localiza-se na sua cabeça.
Pollux (Beta geminorum), irmão gêmeo de Castor, também localiza-se na cabeça.
CÂNCER
Signo: 21 de junho a 21 de julho. Constelação: 20 de julho a 09 de agosto.
Para os habitantes do Hemisfério Norte, quando o Sol se encontrava em Áries no equinócio da primavera, ele se encontrava em Câncer no solstício de verão. Daí a denominação dada pelos geógrafos de Trópico de Câncer à linha que passa a 23,5o ao norte do Equador. Alguns autores associam essa constelação com o movimento do Sol no solstício de verão, isto é, com o modo de andar do Caranguejo (ida e volta).
Os nomes árabes de suas estrelas mais brilhantes são:
Acubens (Alpha Cancri), as Garras do Caranguejo. Fica na garra esquerda do caranguejo.
Altarf (Beta Cancri), o Fim. Indica a extremidade do pé esquerdo do Caranguejo.
LEÃO
Signo: 22 de julho a 22 de agosto. Constelação: 10 de agosto a 15 de setembro.
Umas das primeiras constelações conhecidas dos Babilônios que associavam o Leão ao Sol que se encontrava neste signo no solstício do verão, na época em que ela foi instituída.
Suas estrelas principais são:
Regulus (Alpha leonis), O Pequeno Rei, do latim. Localiza-se no peito do leão.
Denebola (Beta leonis), A Cauda do Leão, nome árabe para designar esta estrela que localiza-se no fim da cauda do leão.
Algieba (Gamma leonis), A Testa do Leão. Nome de origem árabe para designar esta estrela apesar de ela se situar no ombro do leão.
Zosma (Delta leonis), A Cintura. Denominação grega para designar o início da cauda do leão.
VIRGEM
Signo: 23 de agosto a 22 de setembro; Constelação: 16 de setembro a 30 de outubro;
O ponto balança ou ponto omega é uma das interseções, no céu, do plano do Equador Celeste com o plano da órbita aparente do Sol em torno da Terra (plano da eclíptica). No dia em que o Sol se encontra nesse ponto, perto de 23 de setembro, vindo do Hemisfério Norte para o Hemisfério Sul, inicia o outono no Hemisfério Norte e a primavera no Hemisfério Sul. Atualmente, ele se encontra na constelação da Virgem, perto de seu ombro esquerdo. No vale do Eufrates, a constelação da Virgem simbolizava a Deusa Istar, filha do céu e rainha das estrelas. Representada com uma espiga na mão, constituía o símbolo da fertilidade.
As suas principais estrelas são:
Spica (Alpha virginis), espiga. Nome latino. Ela fica no joelho esquerdo da Virgem.
Zavijava (Beta virginis) Fica no ombro esquerdo.
Porrima (Gamma virginis), nome latino da Deusa da profecia. Representa o lado esquerdo da cintura da Virgem.
Vindemiatrix (epsilon virginis), a Vindimadora. Nome de origem latina.
Heze (zeta virginis) Joelho direito da Virgem.
LIBRA
Signo: 23 de setembro a 22 de outubro. Constelação: 31 de outubro a 22 de novembro.
Para os habitantes do Hemisfério Norte, quando o Sol se encontrava em Áries no equinócio da primavera, ele se encontrava em Libra no equinócio do outono, no chamado ponto balança ou omega. Tendo em vista que nos equinócios os dias e as noites são de igual duração talvez tenha sido essa a origem do nome desta constelação que é a única zodiacal que não representa um ser vivo.
As suas principais estrelas são:
Zubenelgenubi (Alpha librae), Garra do Sul. Designação Árabe para designar a garra sul do caranguejo. Localiza-se no braço direito da balança.
Zubenelshamali (Beta librae), a Garra do Norte. Designação Árabe para designar a garra norte do caranguejo. Localiza-se entre os dois braços da balança.
Zubenelhakrabi (Gamma librae), significa a garra do escorpião, em Árabe. Localiza-se no braço esquerdo da balança.
ESCORPIÃO
Signo: 23 de outubro a 21 de novembro. Constelação: 23 de novembro a 28 de novembro
Segundo alguns autores, a origem da constelação do Escorpião deve associar-se às secas e às pragas que assolavam o Egito quando o Sol se encontrava naquela região do céu. Desde a mais remota antigüidade, esta região do céu foi representada pelos gregos, latinos, árabes e persas pela figura de um escorpião. O equinócio do outono, em 3000 a.C., localizava-se nessa constelação, quando este asterismo foi constituído.
Suas estrelas principais são:
Antares (Alpha scorpii), a rival de Marte. Nome de origem latina que registra a rivalidade dos dois objetos mais avermelhados do céu. Na Pérsia, Antares era uma das quatro "Estrelas Reais", uma das guardiãs do céu e, naquela época, indicava o início do outono. Ela representa o coração de Escorpião e, naturalmente, sabemos que essa alegoria é falsa pois os aracnídeos não possuem coração.
Dshubba (delta scorpii), a fronte. Nome Árabe que designa a fronte do Escorpião.
Shaula ( lambda scorpii), nome árabe que designa esta estrela situada na ponta da cauda do Escorpião.
Sargas (Teta Scorpii) Cavalo teimoso, nome de origem persa. Localiza-se no meio da cauda do Escorpião.
OFÍUCO
Signo: Não existe. Constelação: 29 de novembro a 16 de dezembro.
A décima terceira constelação zodiacal representa o médico portador de serpente, identificado como Serpentário, Asclépio ou Esculápio.
Suas principais estrelas são:
Rasalhague (Alpha ophiuchi) A cabeça do Serpentário. Nome árabe.
Cabalrai (Beta ophiuchi) Representa o ombro esquerdo.
Yed Prior ( delta ophuichi) Mão anterior, origem latino-árabe.
SAGITÁRIO
Signo: 22 de novembro a 21 de dezembro. Constelação: 17 de dezembro a 18 de janeiro.
Atualmente, o Sol se encontra nessa constelação quando começa o inverno no Hemisfério Norte e o verão no Hemisfério Sul. No Egito essa constelação era representada como um Centauro alado, galopando para o ocidente e trazendo um longo chapéu, com um arco esticado, a fim de arremessar uma flecha no corpo de Escorpião.
Suas principais estrelas são:
Rukbat (Alpha sagittarii) O joelho do arqueiro, nome árabe. Fica perto da pata direita do cavalo.
Kaus Meridionalis (Delta sagittarii) Meio do arco, expressão árabe.
Kaus Borealis (Lambda sagittarii) Norte do arco. Fica na parte de cima do arco.
Kaus Australis (Epsilon sagittarii) Sul do Arco. Fica na parte de baixo do arco.
Nunki (Sigma sagittarii) Peito, nome árabe para localizar o peito do arqueiro.
Ascella (Zeta sagittarii) Axila, designação latina.
CAPRICÓRNIO
Signo: 22 de dezembro a 20 de janeiro; Constelação: 19 de janeiro a 15 de fevereiro
Para os habitantes do Hemisfério Norte, quando o Sol se encontrava em Áries no equinócio da primavera , ele se encontrava em Capricórnio no solstício de inverno. Daí a denominação dada pelos geógrafos de Trópico de Capricórnio à linha que passa a 23,5o ao sul do Equador. O nome dessa constelação foi dado pelos caldeus e babilônios devido à associação com as cabras que desciam das montanhas com a chegada do inverno.
Suas principais estrelas são:
Al Giedi (Alpha Capricorni) A Cabra, nome árabe dessa constelação. Localiza-se no olho esquerdo da Cabra.
Dabih (Beta Capricorni) Carniceiro, expressão árabe. Localiza-se no início da boca da cabra.
Deneb Algied ( Delta Capricorni) A cauda da Cabra.
AQUÁRIO
Signo: 21 de janeiro à 19 de fevereiro; Constelação: 16 de fevereiro a 11 de março
Desde as mais remotas eras essa constelação foi associada à água, pois o Sol passava nessa região do céu durante as estações da chuva nos meses de Fevereiro. Na Babilônia ela representava a figura de um homem, o aguadeiro, a derramar água de um vaso sobre um pequeno peixe, o Peixe Austral. Representa um aguadeiro de costas.
Suas principais estrelas são:
Sadalmelik (Alpha Aquarii) O talismã do Rei, expressão árabe. Fica no ombro esquerdo.
Sadalsud (Beta Aquarii) Boa sorte, em árabe. Localiza-se no ombro direito.
Skat ( Delta Aquarii) Decisão, em árabe. Fica na perna esquerda.
Albali (Epsilon Aquarii) O Sorvedouro, designação árabe para a estrela situada na mão direita do aguadeiro.
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Arqueoastronomia
quarta-feira, junho 15
ECLIPSE HOJE 15/06/2011
Entre em sintonia com a Lua utilizando seus dons psíquicos, intuição e compaixão.
Grandeza máxima do eclipse: 1,700.
Tempos marcados como UT estão em Tempo Universal (UT).
Para mais informações astronomicas acesse:
fonte:ASTRONOMIA.ORG
Grandeza máxima do eclipse: 1,700.
| Tempos | Dia | Hora (UT) | Dia (local) Hora | |
|---|---|---|---|---|
| A Lua entra na penumbra | 06 15 | 17:24,6 | 05 15 | 14:24,6 |
| A Lua entra na sombra | 06 15 | 18:22,9 | 05 15 | 15:22,9 |
| O eclipse total começa | 06 15 | 19:22,5 | 05 15 | 16:22,5 |
| Meio do eclipse | 06 15 | 20:12,6 | 05 15 | 17:12,6 |
| O eclipse total termina | 06 15 | 21:02,7 | 05 15 | 18:02,7 |
| A Lua sai da sombra | 06 15 | 22:02,3 | 05 15 | 19:02,3 |
| A Lua sai da penumbra | 06 15 | 23:00,7 | 05 15 | 20:00,7 |
Para mais informações astronomicas acesse:
fonte:ASTRONOMIA.ORG
quarta-feira, novembro 19
OS DOZE APÓSTOLOS E OS SÍMBOLOS ASTROLÓGICOS
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A cada ciclo, grupo de seres vêm ao planeta cumprir sua tarefa. Pela lei da afinidade, vêm desenvolver e trabalhar sua essência sob determinada configuração e características, que conhecemos como signo e conjunturas astrológicas.
Eleição dos Doze
"E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar e passou a noite em oração a Deus. E quando já era dia, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze deles a quem também deu o nome de apóstolos: Simão, ao qual também chamou Pedro, e André seu irmão; Tiago (menor) e João, Filipe e Bartolomeu; e Mateus e Tomé, Tiago (maior) filho de Alfeu e Simão chamado o Zelador e Judas (Tadeu) filho de Tiago e Judas Iscariotes, que foi o traidor". LC:6 12-16
Com o desaparecimento de Judas, se apresentaram dois: José o Justo e Matias, "e lançando-lhes sortes, caiu a sorte sobre Matias. E por voto comum foi contado com os onze apóstolos." At:2-26
Houve uma época em que a química e a alquimia eram uma só ciência, assim como a astrologia e astronomia, até que, por volta do século 13, o Papa Inocêncio III decretou uma bula, separando a ciência entre sagrada e profana. Daí, astrólogos e alquimistas passaram a ser perseguidos.
Leonardo da Vinci, que era um iniciado, decidiu imortalizar através da pintura toda a simbologia astrológica e numerológica contida nos ensinamentos do cristianismo esotérico, deixando este registro no quadro A Última Ceia, onde cada um dos 12 apóstolos corresponde a cada um dos doze signos astrológicos.
Leonardo da Vinci esquematizou a disposição dos apóstolos de acordo com a posição astronômica, da direita para a esquerda de quem vê o quadro.
Portanto, quem está na cabeceira da mesa é Simão, que corresponde ao signo de Áries. Signo de fogo e de ação, Simão indica com as mãos a direção a tomar. Áries rege a cabeça na anatomia astrológica, e a testa de Simão é bem realçada na pintura. Sua prontidão ariana também é mostrada pelas mãos desembaraçadas, para agirem conforme a vontade e coragem cardeal de Áries.
Ao seu lado, está Judas Tadeu, o Taurino. Seu semblante é sereno enquanto escuta Simão (Áries/cérebro) vai digerindo lentamente suas impressões, acolhendo-as com uma das mãos, revelando a possessividade de Touro (que é terra/receptivo). No corpo humano, Touro rege o pescoço e a garganta, e o de Judas Tadeu está bem destacado.
Mateus vem em seguida, correspondendo à Gêmeos, signo duplo que necessita de interação com as pessoas e de colher informações. Mateus tem as mãos dispostas para um lado e o rosto para o outro, revelando a dinâmica geminiana de querer falar e ouvir à todos ao mesmo tempo.
Mateus era repórter e historiador da vida de Jesus, e Gêmeos rege a casa III, setor de comunicação e conhecimento.
Logo após está Filipe, o Canceriano. Suas mãos em direção ao peito mostram a tendência canceriana para acolher, proteger e cuidar das coisas. Regido pela Lua, Câncer trabalha com o sentir; Filipe está inclinado, como se estivesse se oferecendo para alguma tarefa.
Ao seu lado está Tiago Menor, o Leonino, de braços abertos, revelando nesse gesto largo o poder de irradiar amor (Leão rege o coração e o chacra cardíaco), ele se impõe nesse gesto confiante, centralizando atenções.
Atrás dele, quase que escondido, está Tomé, o Virginiano, que, apesar de modesto, não deixa de expressar o lado crítico e inquisitivo de Virgem – com o dedo em riste ele contesta diante de Cristo; foi Tomé quem quis o ver para crer.
Libra é simbolizado por João, o discípulo amado de Jesus. Com as mãos entrelaçadas, ele pondera e considera todas as opiniões antes de tomar posições - Libra rege a casa VII, é o setor do outro e isso requer imparcialidade e diplomacia.
Ao seu lado, está Judas Iscariotes, representando Escorpião. Com uma das mãos ele segura um saco de dinheiro, pois era o organizador das finanças da comunidade dos apóstolos (Escorpião rege a casa VIII, que trata dos bens e valores dos outros) e com a outra mão ele bate na mesa, protestando.
Sagitário é representado por Pedro, o Pescador de Almas. Foi ele quem fez o dogma e instituiu a lei da Igreja – Sagitário rege a casa IX, setor das leis, religiões e filosofia. Seu dedo aponta para Jesus – a meta de Sagitário é espiritual – e na outra mão ele segura uma faca, representando o lado instintivo nos homens. Ele se eleva entre outros dois apóstolos, trazendo esclarecimentos (luz) à discussão.
Ao seu lado está André, que representa Capricórnio. Conhecedor das responsabilidades, com seu gesto restritivo impõe limites. Seu rosto magro e ossos salientes revelam o biotipo capricorniano. Seus cabelos e barbas brancas e seu semblante sério mostram a relação de Capricórnio com o tempo e a sabedoria. Os temores de André são apaziguados por;
Tiago Maior, Aquariano, que debruça uma de suas mãos sobre seus ombros, num gesto amigável, enquanto a outra se estende aos demais. Ele visualiza o conjunto, percebendo ali o trabalho em grupo liderado pelo Mestre. Aquário rege a casa XI, que é o setor dos grupos, amigos e esperanças.
O último da mesa é Bartolomeu, que representa Peixes. Seus pés estão em destaque (que são regidos por Peixes na anatomia astrológica). Ele parece absorvido pelo que acontece à mesa, e, com as mãos apoiadas, quase debruçado, revela devoção envolvido pelo clima desse último encontro entre os apóstolos e Jesus Cristo, já que numa determinada hora as coisas ficaram um pouco confusas, pois Jesus revelou que "a mão do que me trai está comigo à mesa".
A traição veio de Judas Iscariotes
Político, administrador e homem de negócios, Judas viu em Cristo a esperança de mudança no plano material, porém, quando Cristo deixou claro que libertaria apenas o espírito e não a matéria, provocou em Judas um grande equívoco. Após ser delatado, Jesus foi levado a um conselho do qual fazia parte José de Arimatéia. Senador, rico e membro ilustre desse conselho, não concordou com a condenação de Jesus – secretamente era ele também um cristão.
Quando Jesus foi crucificado, depois que os soldados romanos se foram, José de Arimatéia levou até a cruz a taça (o Graal) usada na última ceia e recolheu também a lança que o soldado Longinus havia usado para ferir Cristo. Depois, levou o Graal para Patmos e lá seu filho Josephus deu a taça a um santo inglês, que a escondeu em Gales, primeiro numa caverna e depois no castelo do Graal.
A busca do Santo Graal passou, então, a ser a meta dos que queriam a vida eterna. Sua prática construtiva envolve os Cavaleiros da Távola Redonda da Corte do Rei Artur. Quanto à lança, conta-se que percorreu longo caminho, pois lhe foi atribuída poderes de cura, já que o próprio Longinus foi inexplicavelmente curado. Ele tinha uma infecção no olho e ao ferir Jesus um pouco de sangue caiu na vista doente, fazendo desaparecer imediatamente a infecção.
A conquista de muitas batalhas foram atribuídas ao uso da ponta dessa lança por muitos líderes, entre eles, Constantino, Carlos Magno, Napoleão e Hitler – este último desprezava o cristianismo, porém, a retirou do palácio de Noremberg, usando-a como símbolo de limpeza étnica.
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