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quarta-feira, agosto 31

As pirâmides e o mistério de Órion

AS PIRÂMIDES E O MISTÉRIO DE ÓRION
 
 
As pirâmides de Gizé têm estimulado a imaginação humana. Quando foi erguida, a Grande Pirâmide tinha 145,75 m de altura (com o passar do tempo, perdeu 10 metros do seu cume). O ângulo de inclinação dos seus lados é de 54º54'. Sua base é um quadrado com 229 m de lado.  Mas, apesar desse tamanho todo, é um quadrado quase perfeito - o maior erro entre o comprimento de cada lado não passa de 0,1%, algo em torno de 2 cm, o que é incrivelmente pequeno.  A estrutura consiste em mais de 2 milhões de blocos de pedra, cada um pesando de duas a 20 toneladas.
 
Na face norte fica a entrada da pirâmide. Um número de corredores e galerias leva ao que seria a câmara mortuária do rei, localizada no "coração" da estrutura. O sarcófago é de granito preto e também está orientado com as direções da bússola.  Surpreendentemente, o sarcófago é maior do que a entrada da câmara.  Só pode ter sido colocado lá enquanto a construção progredia, um fato que evidencia a complexidade do projeto e como tudo foi cuidadosamente calculado.

São cálculos assombrosos.  Por exemplo, se você tomar o perímetro da pirâmide e dividi-lo por duas vezes a sua altura, chegará ao número pi (3,14159...) até o décimo quinto dígito.  As chances de esse fenômeno ocorrer por acaso são quase nulas.  Até o século 6 d.C., o pi havia sido calculado só até o quarto dígito.
 
E isso é só o começo.  A Grande Pirâmide pode ser a mais velha estrutura na face do planeta, é a mais corretamente orientada, com seus lados alinhados quase exatamente para o norte, sul, leste e oeste.  É um mistério como os antigos egípcios conseguiram tamanha precisão sem utilizar uma bússola - assim com é incrível que até agora ninguém tenha aparecido com uma explicação para o enigma.

Ao que parece, todas as construções na planície de Gizé estão espetacularmente alinhadas.  No solstício de verão, quando visto da Esfinge, o Sol se põe exatamente no centro da Grande Pirâmide e de sua vizinha, a pirâmide de Quéfren.  No dia do solstício de inverno, visto da entrada da Grande Pirâmide, o Sol nasce exatamente do lado esquerdo da base da cabeça da Esfinge e passa toda a cabeça até se pôr ao lado direito de sua base.  A geometria das três pirâmides tem sido uma fonte de confusão por muitos anos, por causa da maneira aparentemente imperfeita com que foram alinhadas.  É curioso, porque foram os egípcios os      inventores da geometria.
 
Por outro lado, a pirâmide está colocada num lugar muito especial na face da Terra - ela está no centro exato da superfície terrestre do planeta, dividindo a massa de terra em quadrantes aproximadamente iguais.  O meridiano terrestre a 31º a leste de Greenwich e o paralelo a 30º ao norte do equador são as linhas que passam pela maior parte da superfície terrestre do globo. No lugar onde essas linhas se cruzam está a Grande Pirâmide, seus eixos norte-sul e leste-oeste alinhados com essas coordenadas.  Em outras palavras, a Grande Pirâmide está no centro da superfície terrestre.  Ela é, por assim dizer, o umbigo do mundo.
 
Muitos arquitetos e engenheiros que estudaram a pirâmide concordam que, com toda a tecnologia de hoje, não conseguiríamos construir uma igual.  Será ? Às vezes as pessoas preferem acreditar em qualquer coisa menos na capacidade do gênio humano.  Foi com essa intenção que, em 1944, um grupo de arqueólogos tentou construir uma réplica da pirâmide, sem usar a tecnologia moderna, nem mesmo a roda, mas seguindo uma escada proporcional de tamanho, tempo e número de operários 40 vezes menor.  Isso resultaria justamente nos 10 m que faltam ao cume da Grande Pirâmide.

Cordas e varetas serviam como instrumentos para medição e demarcação do terreno, as pedras foram cortadas a cinzel nas pedreiras distantes, transportadas de barco e empurradas até o local da empreitada, ao lado de Quéops.  O sistema utilizado para erguer as pedras foi uma combinação da rampa com as alavancas. Tudo como nos velhos tempos.

Para surpresa geral, as pedras foram se encaixando com precisão milimétrica e a construção progrediu, apesar dos atrasos provocados pelo desconhecimento do know-how da época, que teve de ir sendo desvendado na base da tentativa e erro. O que frustou o sucesso da empreitada foi o tempo.  Não deu.  Se a equipe dispusesse de alguns dias a mais, além dos 45 dias determinados, teria construído uma Grande Pirâmide em escala.
 
Robert Bauval e Adrian Gilbert tem um estudo astronômico sobre as pirâmides. Os dois publicaram suas descobertas preliminares no livro THE ORION MYSTERY, editado pela Heinemann.  Eles também fizeram um documentário para a TV em 1995, lançando uma nova e intrigante luz sobre o assunto.  Os pontos de vista expressados no livro e no documentário foram inicialmente desprezados pelos egiptólogos acadêmicos, mas, conforme as evidências foram reforçando sua teoria, mais e mais gente a foi aceitando.
 
Embora Virgina Trimble e Alexander Badawy tenham sido os primeiros a notar que os "respiradouros" da pirâmide de Quéops apontavam para a Constelação de Órion, aparentemente com o objetivo de mirar a alma do rei morto em direção àquela constelação, Bauval foi o primeiro a notar que o alinhamento das três pirâmides era uma acurada imagem espelhada das Três Marias, como são chamadas no Brasil as estrelas Alnitak, Alnilam e Mintaka, que formam o "cinturão" de  Órion.  A isso ele deu o nome de Teoria da Correlação, que forma a espinha dorsal de sua pesquisa.

                                                                               
                                                                             
 
As pirâmides há muito vêm fascinando Robert Bauval.  Ele é um engenheiro egípcio, filho de pais belgas, nascido em Al-Iskandariyaa (Alexandria), e passou a maior parte da sua vida trabalhando no Oriente Médio.  Por muitos anos ponderou sobre o significado de Sah, a constelação de Órion e sua ligação com as pirâmides.

Bauval sabia que a aparentemente inconsistente disposição das três pirâmides em Gizé não era acidental.  O problema há muito ocupava sua cabeça e a de seus amigos engenheiros.  Muitos concordavam que o alinhamento, embora incomum não era um erro, dado o conhecimento matemático que os egípcios tinham.

Enquanto trabalhava numa obra da Arábia Saudita, Bauval costumava passar as noites com a família e os amigos num churrasco no deserto.  Num desses finais de noite ao redor da fogueira, um amigo engenheiro, que também era astrônomo amador, apontou para a constelação de Órion, que se levantava atrás das dunas. Ele mencionou de passagem que as estrelas que formam o cinturão do caçador pareciam imperfeitamente alinhadas, e não formavam uma diagonal reta.  Mintaka, a estrela mais à direita, está ligeiramente fora do prumo.  Enquanto o amigo explicava, Bauval ia vendo a luz - o alinhamento das três estrelas correspondia  perfeitamente ao das pirâmides de Gizé !

Inicialmente Bauval usou o programa de astonomia Skyglobe para checar o alinhamento das estrelas em 2450 A.C.  O software foi suficiente para clarear a mente de Bauval quanto ao valor da sua descoberta.  O programa Skyglobe também pode colocar a Via-Láctea nos mapas celestes que produz, e ao fazer isso Bauval encontrou as evidências para a sua teoria.  Gizé está a oeste do Nilo, da mesma forma que Órion está a "oeste" da Via-láctea, e na mesma proporção em que Gizé está para o Nilo.

Bauval colocou a precessão das Três Marias e descobriu que, devido à sua proximidade no espaço e à sua grande distância da Terra, há 5 mil anos as estrelas apareciam exatamente do mesmo modo como são vistas hoje.  Claro, elas mudaram em declinação -antes estavam abaixo do equador celeste, a cerca de 10 graus de declinação.
 
A astronomia é fundamental na Teoria da Correlação de Bauval.  Em um ciclo de 26 mil anos, o eixo do nosso planeta oscila levemente e isso leva a uma mudança aparente na posição das estrelas.  Esse fenômeno é conhecido pleno nome de precessão.  Enquanto a Terra oscila, a Estrela Polar que marca o Pólo norte celeste vai mudando.  Atualmente, a estrela Polaris marca esse ponto, mas, na época das pirâmides, no lugar dela estava Thuban, da constelação Draconis.  Dentro de dez anos, a estrela Vega, da constelação de Lira, irá ser o pólo norte celeste.

Outra mudança na posição das estrelas é provocada pela expansão do universo. As estrelas não estão paradas no espaço - elas têm o que se chama de movimento próprio.  Algumas estão se movendo em direção à Terra, enquanto outras estão se afastando. Grupos de estrelas relacionadas, como as Três Marias, em Órion, tendem a se mover juntas pelo espaço.

A mudança da posição de uma estrela está em função, entre outras coisas, de  sua  distância do local de observação.  Estrelas que estão muito longe parecem se mover bem devagar.  Este é o caso das Três Marias, distantes aproximadamente 1,4 mil anos-luz Terra.  Assim, através dos séculos, elas mudaram sua declinação, e hoje nascem e se põem em tempos diferentes.  Mas elas retêm sua forma característica por causa da distância.
 
É muito importante entender que o céu era diferente no tempo das pirâmides. A forma geral das Três Marias tem permanecido igual, embora muitas outras partes do céu tenham mudado drasticamente.  Graças aos sofisticados programas de computador, é possível projetar o céu de volta no tempo, o que permitiu a Bauval verificar e construiu sua teoria.

As relações que tal descoberta implica são fascinantes.  Os egípcios eram dualistas, tudo em que pensavam e em que acreditavam tinha sua contraparte - causa e efeito, direita e esquerda, leste e oeste, morte e renascimento - e nada era visto isoladamente. Eles construíram em Gizé uma réplica exata do cinturão de Órion, o destino do Faraó, o Duat.  Longe de ser uma tumba, a pirâmide seria o ponto de  partida da jornada do rei morto de volta às estrelas de onde veio.
 
A egiptologia tradicional acredita que os egípcios praticavam a religião solar, centrada na adoração de Ra.  O culto a Ra, cujo centro era Heliópolis, a Cidade do Sol, era sem dúvida importante, mas parece que era um apêndice de uma religião estelar ainda mais antiga.  Toda a evidência que tem surgido sugere que Ra era meramente um dos instrumentos pelos quais o rei retornava ao tempo primordial, e não ao seu objetivo final. A aplicação da Astronomia ao estudo do Antigo Egito mostra que as estrelas tinham importância definitiva no destino final do rei, como se pode notar pelo texto 466 recolhido na pirâmide : "Ó Rei, és esta grande estrela, a companheira de Órion, que gira pelo céu com Órion, que navega o Duat com       Osíris..."
 
O rei era muito importante por ser o elo entre os deuses e os homens, e era tratado com enorme respeito na vida e na morte.  Desde o momento de seu nascimento era educado e treinado para seu retorno às estrelas.  Cada aspecto da sua vida estava associado com sua jornada.  Ele aprendia as rezas e encantamentos (muitos foram colocados nos Livro dos Mortos), que lhe garantiria uma jornada segura.  Seu objetivo na vida era um retorno bem-sucedido, e a pirâmide, longe de ser uma tumba ou um memorial, era um ponto de partida dessa grande jornada.
 
Autora : Lu Gomes
Revista Planeta - Grandes Mistérios nº 3
http://www.caminhosdeluz.org/ 

segunda-feira, agosto 22

A Ave Fênix

Existem diferentes visões sobre o mito da Fênix, um dos mais difundidos e conhecidos no Ocidente.

Por Helena Gerenstadt

A lenda da ave Fênix está relacionada com o antigo Egito e com o culto ao Sol, sendo que sua pátria era a Etiópia. A ave vivia durante um período de tempo que alguns mitólogos cifram em quinhentos anos, outros em 1.461, e outros ainda em 12.994 anos.
Todos coincidem que o aspecto da Fênix era de uma grande beleza, sendo parecida com uma garça, do tamanho de uma águia e com longas penas. Para os egípcios, era como o símbolo da imortalidade e deus protetor dos mortos, devido à sua relação com o renascimento.
Diziam que era de uma cor vermelha intensa e as penas cor de ouro. Em sua honra, lhe dedicaram um templo em Heliópolis, que foi a cidade sagrada da Fênix, para a qual voltava de tempos em tempos para morrer e renascer, já que este é o seu principal papel: renascer e criar a si mesma.
A lenda da Fênix está muito relacionada com a sua morte e ressurreição; é uma ave única, que não pode se reproduzir com os outros animais. No Reino Médio do Egito, diziam que era o guia do Sol e era associada ao planeta Vênus; na sua representação como garça, às vezes levava uma coroa branca e duas plumas, ou a coroa Atef, ou disco solar.


Segundo o historiador grego Heródoto, a cada 500 anos, a ave criava uma fogueira de incenso, que ardia, e da qual nascia uma nova ave que, com o calor, se transformava em uma nova Fênix. Dizem também que ela nasce e morre no fogo, como o Sol que aparece com o brilho dourado da aurora e morre com o vermelho do entardecer. Quando a Fênix sentia que chegava o fim de sua existência, recolhia e acumulava plantas aromáticas, incensos e resinas, e construía um grande ninho exposto aos raios solares. O calor do Sol, incidindo sobre as plantas secas, incendiava o ninho, e a Fênix ardia com ele, convertendo-se em cinzas. Do ninho impregnado com os restos da ave, surgia lentamente uma ave que se convertia na Fênix, e o primeiro cuidado que tinha era depositar os restos de seu pai num tronco oco. Escoltada por uma grande quantidade de aves de várias espécies, levava essas relíquias até Heliópolis, onde as depositava no Altar do Sol em honra ao deus Rá. Depois que acabava essa homenagem a seu progenitor, a jovem Fênix voltava para a Etiópia e ali vivia, alimentando-se de gotas de incenso, até que chegava o final de seus dias.


Entre os pagãos, a Fênix simbolizou a castidade e a temperança e, entre os cristãos, a ressurreição.
Dizem que, no Jardim do Paraíso, o Éden original, debaixo da Árvore da Sabedoria crescia uma roseira. De sua primeira rosa nasceu um pássaro, e seu vôo era como um raio de luz, com magníficas cores e maravilhoso canto.
Quando Eva pegou o fruto proibido da ciência do bem e do mal, a ave foi a única que não quis provar as frutas da árvore proibida, e quando Eva e Adão foram expulsos do Paraíso, da espada de um anjo caiu uma chispa divina no ninho da ave, pegando fogo no mesmo instante.
A ave morreu nessa fogueira, mas das próprias chamas surgiu uma outra, a Fênix, com uma plumagem inigualável, com o corpo dourado.
Posteriormente, a fábula a situa na Arábia, onde habitava próxima de um poço de águas frescas, e no qual se banhava todos os dias, entoando uma melodia bela que faz com que o Deus Sol detenha o seu carro para escutá-la.
A imortalidade foi o prêmio por sua fidelidade ao preceito divino, junto com outras qualidades como o conhecimento, a capacidade curativa de suas lágrimas, ou sua incrível força. Em todas as suas vidas, sua missão foi transmitir a sabedoria que possui desde a sua origem, junto da Árvore do Conhecimento, servindo de inspiração aos que buscam o saber, tanto aos artistas como aos cientistas.
A cada 100, 500 anos – e, em algumas versões, como dissemos, em 540, 1.461 ou 12.994 anos – constrói uma pira funerária em seu próprio ninho, e coloca incensos e plantas aromáticas, cantando belas canções, e coloca fogo em si mesmo, até extinguir-se.
Não existe mais do que uma ave, e sua forma de reprodução é o renascimento de suas cinzas. 


Esse mito se estendeu amplamente entre os gregos, que lhe deram o nome de Phoenicoperus, que significa "asas vermelhas", e que posteriormente se estendeu por toda a Europa romana. Durante a dominação de Roma, os primeiros cristãos, influenciados pelos cultos helênicos, fizeram dessa singular criatura um símbolo vivente da imortalidade e da ressurreição.

Outro simbolismo da ave Fênix é a esperança; a esperança que nunca deve morrer no homem. Como a nova Fênix acumula todo o conhecimento obtido por suas antecessoras – que, na realidade, são a mesma – um novo ciclo de inspiração e esperança começa.

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http://www.luzdegaia.org/outros/diversos/fenix.htm

sexta-feira, agosto 19

As chaves de Enoch

"Nada é mais estranho do que a verdade"


O sacerdote-cientista Enoch, é um patriarca pré-diluviano, um dos personagens mais famosos do ciclo anterior do tempo.




Pai de Matusalém e avô de Noé, é creditado na Bíblia como arquiteto do Zion original, a legendária "cidade de Yahweh".(gen 5:21 a 24)


Nota: É tradição que Enoch não tinha morrido , mas tenha sido levado por Deus para fora do mundo (sab 4,10, Hebr 11,5), como Elias ( 2R 2,3-12).


Os dados conhecidos desse patriarca fizeram dele um protótipo da piedade hebraica e seu nome aparecerá como autor de numerosos apócrifos.


A Enoch é creditado também a invenção do alfabeto e do calendário e considerado o primeiro astronauta da história por algumas escolas de mistério, que é "elevado ao senhor" e lhe mostrado "os segredos da terra e do céu".


Ele volta à terra com "pesos e medidas" para toda a humanidade.


Conhecido pelos egípcios como Thoth , o "Senhor da Magia e do tempo" e pelos gregos como Hermes, "mensageiro dos Deuses" , ele é mesmo lembrado na tradição Celta como nosso enigmático mago Merlim , que desaparece em uma macieira para a mítica Avalon , buscando o segredo da imortalidade e prometendo voltar.


Como aqueles que atingem a imortalidade , o segredo de como "podemos nos tornar como os Deuses", Thoth/ Enoch prometem retornar no fim dos tempos "com as chaves dos portões das terras sagradas".


Nos Manuscritos do Mar Morto , revelando os livros apócrifos de Enoch removidos da Bíblia pelos iniciais líderes religiosos, Enoch descreve uma maravilhosa civilização no passado que usou mal as chaves do mais elevado conhecimento e foi incapaz de se salvar do último cataclisma.


Ambos figurativa e literalmente eles perderam "as chaves" , e todo o alto conhecimento.


E ainda , Enoch, ao longo de muitas tradições , mesmo a legenda Maia de Quetzacoatal, promete um retorno deste conhecimento no "Fim do Tempo", o fim do presente ciclo de tempo.


As Revelações Bíblicas prometem que "tudo será revelado" no fim do presente mundo , descrevem não apenas uma tecnologia avançada , mas um caminho evolucionário além do nosso estado presente.


Um cuidadoso exame dos sítios chave mundiais de pirâmides revelam que eles são sofisticadas estruturas harmônicas, não somente espelhando as posições dos planetas e sistemas estelares, mas destinados a representarem os pontos vitais (chakras) e cavidades harmônicas do corpo humano.


Mesmo cada pedra dentro da Grande Pirâmide é harmonicamente sintonizada a uma freqüência específica ou tom musical.


O sarcófago no centro da Grande Pirâmide é sintonizado à freqüência do batimento cardíaco humano.


Surpreendentes experimentos , realizados pelo doutor Hurtak e seus colegas na Grande Pirâmide e em outros sítios da América do Sul , demonstram que as pirâmides "computadores geofísicos" ativados pela voz.


Ao entrar específicos sons antigos, a equipe científica produziu ondas de luz visíveis acima e dentro das pirâmides e foram capazes de penetrar desta forma em câmaras inacessíveis.


Descobertas subseqüentes indicam que os antigos cientistas – sacerdotes empregavam algum tipo de tecnologia harmônica de som dentro das estruturas do templo.


O conhecimento sobre Enoch revela a língua mãe como uma "linguagem de ondas".


Conhecida pelos antigos como Hiburu (HIBURU, isto foi o primeiro idioma codificando as formas naturais de ondas geométricas do mundo físico.), esta é a primária semente de linguagem, introduzida no início deste ciclo de tempo.


A pesquisa moderna confirma que a forma mais antiga de hebraico era uma linguagem natural, as formas alfabéticas emergindo dos padrões de fosfato do cérebro. As mesmas formas, de fato, nasceram de um vórtice giratório.


Esta é uma verdadeira linguagem de ondas e luz , percorrendo nosso sistema nervoso.


Codificando as geometrias naturais da forma onda do mundo físico, Hiburu é uma linguagem harmônica mimetizando as propriedades da forma onda de luz.


As "chaves de Enoch" falam, mostram, ser sons chave, chaves para serem a matriz vibratória da própria realidade, omítico "Poder do Mundo".


O conhecimento Enochiano descreve equações sônicas, codificada dentro de antigos mantras e nomes de Deus, capazes de afetarem diretamente o sistema nervoso e produzirem um efeito profundo de cura e estados de consciência elevada.


Como é declarado nos textos antigos, "se você deve falar com deuses você primeiro deve aprender a linguagem dos deuses", DNA, a antiga cabalística "Árvore da Vida" retratada na Bíblica Torah , está agora vindo a ser vista como uma estrutura vibrante viva, muito mais do que uma fita de registro fixa.


Muitos cientistas modernos falam a respeito do DNA como uma configuração capaz de ser modificada pela luz, radiação, campos magnéticos ou pulsos sônicos.


O legado de Thoth/Enoch sugere esta "Linguagem de Luz" a ciência harmônica dos antigos, pode afetar o DNA.


A evidência no Egito, indica que este era o grande experimento genético de 6000 anos tentado pelos egípcios, a busca da imortalidade e das estrelas, uma busca descrita pelos grandes da antiguidade, uma busca iniciada por Gilgamesh a muito tempo atrás.


Os egípcios não se fixavam no após vida, como pensavam os iniciais tradutores cristãos mas, se concentravam em criar um tipo mais elevado de humano.






O conhecimento de Thoth/Enoch implica em que os humanos tinham a intenção de evoluir além da presente forma terrestre, como nos ensina a Bíblia, "Nós podemos nos tornar maiores que os anjos".


Nota: mesmo no NT há registros de natureza divina e angelical ( João 10:34 a 38 e Cor 13: 1)






Os egípcios registram histórias de "Caminhantes das estrelas" , indivíduos ocasionais que como Enoch , viajaram "Além do Grande Olho de Orion" e voltaram , para andar como deuses entre os homens".






Segundo muitas lendas da terra , estes seres supostamente retornam regularmente, no início e no fim de cada ciclo, o ponto do meio de treze mil anos da nossa orbital zodiacal de vinte e seis mil anos de nosso sistema solar.


Segundo o "Calendário em pedra" da Grande Pirâmide, que descreve o chamado "Ciclo Phoenix" de nossa órbita galáctica, o presente período de tempo termina por esta época.










A palavra grega Phoenix , deriva da palavra PA-HANOK, significa , "A Casa de Enoch". As chaves de Enoch


(trechos extraídos de Paul White)

domingo, julho 17

BASTET

*...BÊNÇÃO DAS BRUXAS PARA OS GATOS...*

“Bastet de beleza e de graça,
Protetora da raça felina,
Proteja meu gato de estimação de todos os males e danos,
E mantenha-o sempre seguro e acolhido.
Assista ao (nome do gato) todos os dias,
E oriente-o se de casa ele/ela se perder.
E conceda-lhe muita felicidade,
E uma boa vida livre de conflitos e estresse”.

Que assim seja e assim será!

quinta-feira, julho 14

DEUSA MAAT: UM CAMINHO PARA DESCOBRIR-SE


DEUSA MAAT
UM CAMINHO PARA DESCOBRIR-SE

Quem sou? Para onde eu vou? O que há depois? ...e uma infinidade de perguntas semelhantes a estas povoam a mente do ser humano. Entretanto, somente poucos se dedicam em encontrar alguma resposta.

Você não precisa ser um "expert" cabalista, um consumado astrólogo ou um intrépido alquimista para conhecer as verdades que residem em seu interior. Temos sim, é que aproveitar o esforço e o conhecimento que nossos ancestrais nos deixaram como herança. Estamos imersos em Maat, a Corrente da Verdade e do Equilíbrio, onde todos os seres da Criação devem sentar em seu trono. De onde o homem e a mulher, a natureza e a humanidade, podem conviver com respeito mútuo.


MAS QUEM É MAAT?
                                              
Maat é a personificação da Verdade, da Justiça e da Harmonia Universal. Ela é a potência, o princípio metafísico, que mantém o mundo na sua regrada continuidade. O Cosmos, a Natureza, e a Sociedade, no fundo, a Ordem Universal, só se mantêm de forma duradoura exatamente pelo seu atento zelo.

Representada como uma mulher, de pé, sentada ou com um dos joelhos em terra, apresenta, fixada em uma fita da sua cabeleira, uma pluma de avestruz, que é o seu principal signo identificador. Em muitas representações, a simples figuração da pluma simboliza a sua presença e atuação.

 É irmã de Rá, o Deus-Sol e esposa de Thoth, o escriba dos deuses com cabeça de ibis. 
Maat é equivalente à Têmis grega e, como esta, é explicitamente a representação divina da lei e da ordem cósmicas naturais. Como ordem cósmica, Maat é o alimento do Deus-Sol Rá; é também "o olho de Rá" e o Ka de Rá. Segundo as crenças egípcias, o corpo do homem se compunha de dois elementos espirituais, o Ba, similar a alam e o Ka, uma espécie de réplica do corpo. A morte representava a separação do elemento corporal dos espirituais. Entretanto, Ka não poderia sobreviver sem a presença do corpo, foi daí que se desenvolveram técnicas precisas de conservação, conhecidas com embalsamento. O processo de mumificação tinha como objetivo a manutenção do corpo para própria existência de Ka.
Maat é a Senhora do Céu, Rainha da Terra e amante do Mundo Inferior. O grande inimigo de Maat era Seth, a versão egípcia do Ares grego, Deus da desordem crassa, da injustiça e da ambição.


O PALÁCIO DAS DUAS VERDADES

A atividade crucial de Maat ocorria no Palácio das Duas Verdades (Maati), onde os mortos iam para o julgamento final. Primeiro, o falecido deveria proferir uma “confissão negativa”  declarando que não cometera pecados ou más ações. Verificava-se então se estava sendo honesto a cada um dos 42 itens confessados. Depois seu coração era colocado em um prato de balança, enquanto no outro estava uma pena de avestruz simbolizando Maat (a verdade). Por vezes era, ela mesma, a balança. Não se sabe com clareza de que forma o coração era pesado para que a alma do morto fosse considerada justa. Sabe-se somente, que se o coração tivesse o peso certo em contraste com o peso de Maat, a pessoa estava justificada.
O coração, portanto, é considerado a "voz" e somente ele dirá para onde deverá ser destinado. Caso não o tenha, a pessoa é lançada a um monstro híbrido temível composto de partes de crocodilo, leão e hipopótamo chamado Ammut, comedor de mortos.
Para os egípcios, o coração não era tão somente um órgão vital do corpo, mas era também a consciência, ou o centro do pensamento. Ele representava a voz de Maat no ser humano, a voz oracular da Ordem Cósmica que rasga o véu e penetra no mundo humano. Entretanto, por essa razão, as palavras do coração tornaram-se um problema para os egípcios, pois ele testemunhava no Palácio das Duas Verdades contra a pessoa. Essa crença era tão forte, que existia até uma prece especial, dirigida ao coração, que era inscrita em um amuleto em forma de escaravelho e depositada no local do coração durante o ritual de embalsamento. Tal prece suplicava que o coração não se levantasse "como testemunha contra mim".
Para os antigos egípcios, o porta-voz oracular da lei da natureza, localizado no próprio corpo do indivíduo, estava muito mais próximo da consciência ordinária do que consideravam os gregos, para quem Gaia e Têmis haviam sido forçadas a retira-se do Delfos e a permanecer nos mundos inferiores, enviando de lá mensagens através dos sonhos. Muito embora Maat falava em nome da ordem cósmica, ela também é "o olho de Rá" e os filhos de Rá sentavam-se nos tronos dos faraós. Deste modo, a lei e a justiça estavam unidas, e os árbitros da ordem natural e da ordem social eram um só, unidos em Maat e no faraó. Por intermédio do oráculo da Deusa, o coração, as leis e os costumes da vida social eram confirmados por uma intuição mais profunda de justiça e integrados nesse nível.


MAAT E O FARAÓ

Algumas vezes, Maat era representada infundindo o hálito da vida nos faraós. Para tanto, suspendia um ankh contra o seu nariz. Hator e outros deuses e deusas também se representavam da mesma maneira, porém só Maat infundia o alento da vida sobre o começo de todas as coisas.
Como princípio divino e como divindade do Equilíbrio Cósmico, Maat era uma força permanente ao lado do faraó aprovado e escolhido pelos deuses. Em última instância, o funcionamento regular e a própria existência e continuidade do faraonato como instituição fulcral da vida egípcia dependiam da atuação de Maat.
Em complemento, a função real devia estar conforme aos desígnios universais que a própria Deusa perseguia, ou seja, a promoção e a manutenção da fecundidade, da prosperidade, da solidariedade e da abastança das Duas Terras, sob todos os aspectos. O faraó devia honrar a Justiça, a Eqüidade, a Verdade, a Retidão, isto é, a Deusa Maat.
Sentado em seu trono, o faraó trazia em sua mão uma figura da Deusa, diminuta como uma boneca, também sentada, que se oferecia aos deuses como sinal de que o rei representava a ordem divina que não havia sido perturbada desde o dia de sua criação. De forma similar, os juízes levavam sobre o peito um emblema lapis-lázuli que representava Maat. Assim, a ordem social era um reflexo da ordem divina e o governo de cada dia representava o tempo primordial em que Rá, o Sol, pôs a ordem (Maat) em lugar do caos.
Nessa linha de idéias, é compreensível que uma representação recorrente no âmbito da ideologia e da iconografia real seja a oferta de uma estatueta da Deusa Maat feita pelo faraó aos deuses. O rei assume e compromete-se perante as divindades mais elevadas do panteão a zelar maaticamente pela marcha harmoniosa do país, pelo estabelecimento e funcionamento da Justiça, da Paz, do Equilíbrio e da Solidariedade, nas suas vertentes social, ética e cósmica.
"A oferenda de Maat" resume-se, portanto, numa imagem carregada de significado: é o símbolo máximo da atividade litúrgica, que consiste, no fundo, numa sólida relação interativa entre o oficiante e o oficiado. A esfera humana, terrestre, reconhecendo a fragilidade da sua posição no Cosmos, louva e honra os deuses, a esfera divina, deles guardando, em resposta, a proteção, o auxílio, a benção. A Deusa Maat é, assim, a medida de toda a conduta humana. Sem ter culto local específico, ocupava um papel fundamental na vida dos egípcios.
Além da oferenda da efígie da Deusa perante divindades maiores, conscientes da importância significativa da relação com a Deusa Maat, muitos faraós, de vários períodos históricos, incorporaram nos seus nomes a nomenclatura da Deusa. A este propósito são de citar os casos de Amenemhat III, da Xii dinastia, cujo nome de coroação era Nimaetré, ou seja, "Aquele que pertence à Maat/Justiça de Rá" Na XVIII dinastia, faraós como Hatchepsut (nome de coroação: Maetkaré, "A Maat/Justiça é o ka de Rá) e Amenhotep III (nome de coroação: Nebmaetré, "Rá é o senhor de Maat/Justiça") levaram também em consideração este importante vetor na proclamação das suas titulaturas.
Entretanto, muitos outros faraós seguintes denotam este reconhecimento pela ação conjugada que deviam assegurar com a Deusa Maat: Seti I e Ramsés XI (nomes de coroação: Menmaetré, "Estável é a Maat/Justiça de Rá); os Ramsés II, III, V, VII e VIII, que escolheram todos como uma das designações dos seus nomes de coroação Usermaetré, ou seja, "Poderosa é a Maat/Justiça de Rá); Merenptah usava um pujante Hotephermaet, "Aquele que está repleto de Maat/ Justiça" como epíteto associado ao seu nome de nascimento; Ramsés IV preferiu para nome de coroação Hekamaetré, "Soberano de Maat/Justiça como Rá", enquanto que Ramsés VI (como Amenemhat III) optou por Nebmaetré "Rá é o senhor de Maat/Justiça".
Também no Terceiro Período Intermediário, faraós das XXII e XXIII dinastias continuaram a utilizar o mesmo processo (Takelot I, Osorkon II, Chechonk II, Petubastis I, Chechonk III). Até no Período Ptolomaico a tendência se verifica: Ptolomeu VI tinha como nome de coroação Irmaetenimenré, "Aquele que faz reinar a Maat/ Justiça de Amon-Rá); os Ptolomeus VII e XII usavam como nome de coroação Irmaet "Aquele que faz reinar a Maat/Justiça"; Ptolomeu XV (o filho de Cleópatra VII e de Júlio Cesar) não se fez de rogado e adotou como nome de coroação Irmaetenré, proclamando-se assim como "Aquele que faz reinar a Maat/ Justiça de Rá).
Todos esses faraós "amados e amantes de Maat" a viam como uma autoridade suprema, cujo comportamento modelo tentavam, pelo menos ideológica e propagandisticamente, capitalizar na sua onomástica. O próprio faraó "herético" Akhenaton foi descrito como vivendo "de acordo com Maat". Além disso, a maioria dos faraós que usaram o nome da Deusa (designadamente a partir de Ramsés VI) reinavam em períodos de esfacelamento e de decadência da própria civilização faraônica, até da própria instituição real, o que reforça ainda mais a importância e o significado político-mental que efetivamente a Deusa Maat detinha no seio da sociedade e da cultura egípcia.


A DEUSA COMO UM IDEAL A SER ALCANÇADO

Atum (deus supremo) disse: "Quando os céus dormiam eu vivia com minha filha Maat, uma em mim, a outra ao meu redor", revelando o significado da "Dupla Maat": em um nível, a união do sul com o norte (alto e baixo Egito) e, em outro, a união da consciência individual e a consciência cósmica ou universal, para que se crie a harmonia.
Schwaller de Lubicz escreve a respeito:
"O princípio da harmonia é uma lei cósmica, a voz de Deus. Seja qual seja a desordem que o homem ou os acidentes naturais fortuitos possam provocar, a natureza, por si só, voltará à colocá-la em ordem através das afinidades (a consciência que habita em todas as coisas). A harmonia é a lei a priori escrita em toda a natureza: se impõe a nossa inteligência, porém em si mesma resulta incompreensível."
Portanto, Maat era a Deusa através da qual se faziam visíveis as leis fundamentais do universo. Encarna a verdade, a ordem justa, a legalidade e a justiça. Em certo sentido não está separada dos outros deuses e deusas, senão que, como divindade, é o princípio que nos leva à chegar em todos eles.
A Deusa como estado de existência parece abstrair-se da figura da própria Deusa; o que ocorre realmente é que esta distinção (entre Deusa e a idéia) não existem para os egípcios, como tampouco a distinção entre ética e metafísica, nem na vida, nem na morte.
Como se vê, os deuses egípcios não eram pessoas imortais para serem adoradas, mas sim ideais e qualidades para serem honradas e praticadas.


MAAT, UM CONCEITO ÉTICO DE VIDA

"Faze justiça enquanto durares sobre a Terra"

   Todas as religiões têm um conteúdo moral ao lado dos objetos de culto e a moral básica dos egípcios tinha o nome de MAAT. Ela foi criada antes do mundo e através dela o mundo foi criado. É quase impossível traduzir a palavra com exatidão, mas ela envolvia uma combinação de idéias como "ordem", "verdade", "justiça" e "retidão". Considerava-se Maat uma qualidade não dos homens, mas do mundo, infundida neste pelos deuses no momento da Criação. Assim sendo, representava a vontade dos deuses. A pessoa se esforçava para agir de acordo com a vontade divina porque essa era a única maneira de ficar em harmonia com os deuses. 
Para o camponês egípcio, Maat significava trabalho árduo e honesto, já para o funcionário, significava agir com justiça.
Durante as amargas dificuldades e a desilusão que flagelaram o Primeiro Período Intermediário, surgiu por instante a idéia que Maat não era apenas uma qualidade passiva inerente ao mundo, mas que os súditos do rei-deus tinham o direito de esperar que fosse praticada. Isso representava um passo para o desenvolvimento de um conceito de justiça social.
Portanto, é mais importante "conservar Maat" (isto é, obedecer a lei) do que adorá-la. A própria Maat dá assistência nessa tarefa guiando, instruindo e inspirando os egípcios e após a morte ela é o princípio pela qual eles são julgados. Ela é a personificação da sabedoria!
No período helênico, os atributos de Maat foram absorvidos por Ísis.
Maat era portanto, a Deusa da Justiça e da Verdade, ligada ao equilíbrio (Libra) necessário para a convivência pacífica entre todos os seres. Maat rege o primeiro signo social do zodíaco egípcio. . Era filha de Rá, o Sol, e de um passarinho que, apaixonando-se pelo calor e pela luminosidade dos raios solares, subiu por eles até morrer queimado. No momento em que foi incinerado, uma pena voou pelos ares. Essa era a nossa Deusa Maat. Ela também foi a responsável pela união do Alto e do Baixo Egito, simbolizando com isso a força da união e os benefícios da justiça. Sem Maat, a criação divina, que é a Terra e seus habitantes, não poderia existir, pois tudo se afundaria no caos inicial. 
Maat toca todos os aspectos da vida: independência, situações familiares, amor, ódio, temor, enfermidade, morte, eternidade, solidão, propósito e eleições. Não há situação que não possa ser enquadrada no esquema da verdade.


A JUSTIÇA

Não se trata aqui da justiça dos homens, até porque esta justiça não está com seus olhos vendados, mas atenta para preservar a ordem social. A vida é sempre justa em relação a ela mesma. Não vacila. Atua de tal modo que tudo que provém dela a ela retorna. Nada se perde, tudo se regenera, se renova e se transforma. É este o sentido do número 8 deste arcano, o do equilíbrio cósmico, da ressurreição e da transfiguração. A Justiça nos permite tomar consciência de que, sem limites definidos, nada pode sobreviver ou subsistir no mundo. E a balança de Maat o que aqui significa? Ela pesa o bem e o mal, os prós e os contras, as vantagens e desvantagens, mede, calibra e julga. 
Maat representa além do equilíbrio, a harmonia do Universo primordial. Tal equilíbrio necessita dessa Deusa que personifica a justiça. Maat nos lembra que "o que fizermos aos outros, a nós será feito". É Maat, que protege os advogados e os tribunais.
Maat chega com sua pena da verdade para trazer justiça à sua vida. 
Você já foi injustiçada(o)? Tem usado sua integridade para com os outros? Tem sido honesta(o), ou faz justiça com as próprias mãos? Tem mania de ficar julgar todo mundo? Pois saiba que o julgamento é o fracasso da compreensão, não somos deuses para julgar ninguém. Talvez seus padrões sejam tão rígidos que você ache impossível atendê-los e se sente continuamente obrigada(o) a rebelar-se? Pois está na hora de você promover seu equilíbrio interior e interagir harmoniosamente com o universo. Maat vem lhe dizer que o caminho da totalidade só será conseguido se você aceitar a natureza amorosa da justiça que busca corrigir todos os erros ao dar as lições necessárias.


RITUAL À MAAT

Procure um local em sua casa onde você não seja interrompida. Antes queime um incenso e acenda uma vela branca colocando a sua direita uma taça com água pura.
 Á esquerda da vela coloque um cristal ou uma concha do mar. Trace um círculo chamando os elementos Terra, Ar, Fogo e Água. 
Invoque seu animal de poder, a Grande Deusa e a avó Lua. Assim que tiver feito todos os chamados, estará pronta(o) para invocar Maat. Para invocá-la use suas próprias palavras e tente falar com o coração. Use sua imaginação, pois o que realmente importa é a intenção. 
Rituais pomposos estão fora de moda, seja sincera(o) e manifeste sua vontade de entrar em contato com a Deusa Maat. 
Feche os olhos e se puder toque o tambor, cante ou dance chamando-a em voz alta ou em silêncio. Abra os braços e visualize sua presença. Vá de encontro à ela e a abrace.
 Agora entregue a ela tudo aquilo que requer justiça em sua vida. Sinta seus ombros relaxar e entregue-se, pois a partir deste momento você tem Maat como sua advogada e mediadora, ela cuidará de tudo. Todos os problemas estão fora de sua vida, não lhe pesarão mais os ombros, nem torturarão sua mente. Agradeça a Maat por sua vinda e libere-a com gratidão. 
Agora também agradeça a todos aqueles que você chamou para trabalhar com você. Feche o círculo, percorrendo-o no sentido anti-horário.
Confissão Negativa 
Homenagem a ti, grande deus, senhor da verdade! Venho a ti, meu senhor, de modo que possa contemplar tua beleza. Conheço-te e conheço o teu nome, e conheço os nomes dos 42 deuses que estão contigo na sala da verdade... 
Não proferi mentira contra homem algum. Não empobreci meus próximos. Não cometi erros no lugar da verdade. Não aprendi o que é proibido. Não fiz nenhum mal. Não ordenei trabalho em excesso para mim. Não privei o oprimido de sua propriedade. Não fiz o que os deuses abominam. Não caluniei o servo para seu senhor. Não causei dor. Não provoquei fome. Não fiz ninguém chorar. Não matei. Não mandei matar. Não fiz ninguém sofrer. Não diminui as oferendas alimentares nos templos. Não roubei a comida dos espíritos . Não forniquei. Não tive mau comportamento. Não diminuí as propriedades de terra. Não invadi campos alheios. Não adulterei o peso da balança. Não tirei o leite da boca das crianças. Não capturei os pássaros das reservas dos deuses. Não construi uma barragem na água que devia correr. Não apaguei o fogo quando ardia. Não negligenciei as datas das oferendas alimentares. Não me opus a um deus em sua procissão. Sou puro!
                    
texto pesquisado e desenvolvido por
Rosane Volpatto

segunda-feira, julho 4

HINO Á ÍSIS

ஜPorque sou a primeira e a ultima
Eu sou a venerada e a 

ஜdesprezada
Eu sou a prostituta e a santaஜ
EU sou a esposa e a virgem
Eu sou a mãe e a filhaஜ
Eu sou os braços de minha mãe 
Eu sou a estéril e numerosos são meus filhosஜ
Eu sou a bem-amada e a solteira
Eu sou a que da á luz e a que jamais procriouஜ

Eu sou a consolação das dores do parto
Eu sou a esposa e o esposo
E foi meu homem que me criouஜ
Eu sou a mãe de meu pai
Eu sou a irmã de meu maridoஜ
E ele é meu filho rejeitado
Respeitem-me sempre
Porque sou a escandalosa e a magnificaஜ
(HINO A ISÍS,SECIII OU IV,DESCOBERTO EM NAG HAMMADI)



quinta-feira, junho 30

MAAT DEUSA DA VERDADE E DA JUSTIÇA

MAAT DEUSA DA VERDADE E DA JUSTIÇA


MAAT, UM CONCEITO ÉTICO DE VIDA
"Faze justiça enquanto durares sobre a Terra"


Todas as religiões têm um conteúdo moral ao lado dos objetos de culto e a moral básica dos egípcios tinha o nome de MAAT. Ela foi criada antes do mundo e através dela o mundo foi criado. É quase impossível traduzir a palavra com exatidão, mas ela envolvia uma combinação de idéias como "ordem", "verdade", "justiça" e "retidão". Considerava-se Maat uma qualidade não dos homens, mas do mundo, infundida neste pelos deuses no momento da Criação. Assim sendo, representava a vontade dos deuses. A pessoa se esforçava para agir de acordo com a vontade divina porque essa era a única maneira de ficar em harmonia com os deuses. Para o camponês egípcio, Maat significava trabalho árduo e honesto, já para o funcionário, significava agir com justiça.


Durante as amargas dificuldades e a desilusão que flagelaram o Primeiro Período Intermediário, surgiu por instante a idéia que Maat não era apenas uma qualidade passiva inerente ao mundo, mas que os súditos do rei-deus tinham o direito de esperar que fosse praticada. Isso representava um passo para o desenvolvimento de um conceito de justiça social. Portanto, é mais importante "conservar Maat" (isto é, obedecer a lei) do que adorá-la. A própria Maat dá assistência nessa tarefa guiando, instruindo e inspirando os egípcios e após a morte ela é o princípio pela qual eles são julgados. Ela é a personificação da sabedoria! No período helênico, os atributos de Maat foram absorvidos por Ísis. Maat era portanto, a Deusa da Justiça e da Verdade, ligada ao equilíbrio (Libra) necessário para a convivência pacífica entre todos os seres."


ARCANO 8 - a Justiça


Tarot Egipcio KIER


axioma transcedente: 
"Edifica um altar no seu coração, mas não faça de teu coração um altar."
Arcano Maior

terça-feira, junho 28

Arqueólogos descobrem blocos com inscrições de antiga dinastia egípcia

Cairo, 27 jun (EFE) - Uma missão de arqueólogos franceses descobriu no Egito centenas de blocos de pedra com inscrições e desenhos de cores vivas que datam da dinastia 22 (945-712 a.C.), anunciou nesta segunda-feira o Ministério de Estado para as Antiguidades.
Descobertas na região de San el Hagar, na província de Sharqiya, no nordeste do país, as pedras foram reutilizadas por outras dinastias na construção do muro de um lago sagrado destinado ao templo do deus Mut.

Os arqueólogos devem continuar as escavações na área até localizar todos os blocos, cerca de 2 mil peças, para poder reconstruir o templo antigo do qual faziam parte seguindo as inscrições. Dos blocos recuperados, os arqueólogos limparam até agora 120 peças, das quais 78 possuem inscrições.

Há um ano, a missão de arqueólogos franceses tenta descobrir também o lago sagrado, que tem superfície de 30 metros, largura de 12 metros e profundidade de 6 metros.

Segundo o comunicado, a descoberta arqueológica atribui mais importância à localidade de San el Hagar, conhecida na antiguidade como o Luxor do norte do Egito.

fonte: UOL NOTICIAS


segunda-feira, junho 6

HÓRUS:O Olho que Vê a Si Mesmo



O Olho que Vê a Si Mesmo
Autor: Ney Dantas

O Olho de Horus
Diz a lenda que Thot cuidadosamente recompôs 
o olho de Horus
 destruído por Set deus da escuridão. 
Para entender seu significado 
vamos realizar agora uma viagem de desconstrução seguindo 
passo a passo o caminho seguido.

Para fazer isso utilizaremos como ferramentas três 
mecanismos que  regem a construção de uma representação:
escala, projeção e simbolização.


Por ESCALA da representação entendemos o grau de
 distanciamento do objeto. Por exemplo, pode-se ver 
uma paisagem natural ou apenas um pequeno fragmento 
desta paisagem.

Por PROJEÇÃO da representação entendemos o ponto de vista
 do observador. Este pode estar em cima embaixo, a esquerda 
ou a direita, etc. dependendo da posição o observador 
terá percepções completamente diferenciadas do objeto. 
Algumas de suas partes estarão no centro focal e outras na periferia.

Por SIMBOLIZAÇÃO entendemos o conjunto de informações que 
estão incluídas e excluídas da representação. É o que eu 
chamo de “sai daí menino” ou “aperta mais pra caber todo
 mundo” em uma fotografia de família. Cada elemento 
da representação (existente ou não) confere um 
significado especial ao objeto representado.

Exposto estes mecanismos vamos iniciar a nossa viagem 
de desconstrução em três momentos: o primeiro trata
do olho isolado, o segundo observa a relação dos dois 
olhos restituindo a face e, finalmente o terceiro abandona
 a representação egípcia e se concentra no olho como
 elemento simbólico de representação do todo.

1. O Olho de Horus

Vê-se aqui o olho direito, relativo às coisas que são. 
A escala da representação é a da proximidade do objeto,
 do detalhe. Neste contexto o suporte, a face, não está,
 não interessa. A projeção é ortogonal e o observador está 
no infinito o que deixa todas as superfícies coladas a um 
plano bidimensional e estático. O eixo vertical passa pelo 
centro do circulo definindo uma relação 60/40 enquanto o 
vertical coloca-se em um espaço vazio entre os diversos 
elementos numa relação 50/50. pode-se deduzir daí que o 
que está em cima é como o que é em baixo. Por outro lado
 o que está a esquerda não é igual ao que está a direita.

Usando o mecanismo da simbolização descobrem-se seis 
elementos isolados mais o sétimo que é formado pela união
 de todos. No eixo superior estão três elementos planos 
+ uma linha e no inferior um plano e uma linha, estando 
o plano localizado a direita da composição. Estes são os 
seis sentidos utilizados pelo homem para interagir com o 
universo, são eles: razão, visão, audição, olfato, gustação
 e tato. A partir destes seis presentes pode-se deduzir que
 os seis sentidos ausentes que formam o outro olho seriam:
Olho direito
Olho esquerdo
Razão
Intuição
Visão
Onipresença
Audição
Onisciência
Olfato
Discernimento ???
Gustação
Percepção ???
Tato
Sensação ???

Assim completam-se os doze sentidos que nos permitiriam 
entender as coisas que são e as que não são.

Os dois olhos aumentam significativamente a capacidade de 
compreensão do universo pois permitem a estereoscopia dos 
sentidos e, por este meio, a compreensão da totalidade. 
Esta análise abre as possibilidades para o entendimento 
dos sentidos enquanto elementos mediadores e do estudo 
aprofundado do papel de cada um deles em relação aos 
demais. Outro aspecto a ser desdobrado é a representação 
de cada um deles que ora aparece sob forma de plano, 
ora apresenta-se como linha.

Neste momento gostaríamos de seguir outro caminho que 
julgamos mais importante. Este é o caminho que argumenta 
que o olho enquanto elemento símbolo representa a totalidade 
e explica os processos da criação. Visualizemos o diagrama abaixo:

2. Olho, a percepção da criatura sob si mesma 

A ordem hermética coloca o olho como elemento principal 
de sua simbologia, ele é o principal portal, a interface através 
do qual a mente interage com o TODO, ele é composto de fogo
 de água e de luz. Seus elementos constituintes guardam 
em si uma representação dos modos de ser e fazer do 
universo, uma observação sobre o seu funcionamento pode nos 
levar a correspondências e conclusões interessantes. 
Vamos discuti-las:

Tomando o diagrama ocular acima como a representação 
do universo percebemos primeiramente, um movimento de 
adensamento - relaxamento – adensamento, as noites e os 
dias de Brahma. Apesar desta percepção de movimento não 
existe mudança do volume total, apenas uma concentração 
ou dispersão de matéria essencial.

Algumas questões começam a surgir a partir desta observação:
  1. Se o todo é indivisível o que causa este movimento de 
  2. adensamento / expansão? Parece-me que a relação 
  3. entre as unidades fundamentais (amor)
  4. Quem criou as unidades fundamentais? Elas não foram 
  5. criadas, até certo ponto elas não existem de fato, passam
  6.  apenas a existir sobre a perspectiva de uma lei, norma 
  7. ou convenção que são entes abstratos. Para exemplificar
  8.  isso tomemos uma fazenda. Primordialmente o que existe
  9.  é o infinito de terra e água sem dono. Apenas quando se 
  10. define uma escritura é que a fazenda passa a existir, mas 
  11. ela só existe para os homens, não para as formigas, aves, 
  12. cobras, plantas, etc.
  13. Então se as unidades não existem, o movimento também 
  14. não existe? Não, ele é apenas uma ilusão que foi criada 
  15. por uma formalidade abstrata ao todo indivisível.
  16. Também não existe espaço nem tempo? Espaço e tempo
  17.  são apenas duas convenções
Algumas questões começam a surgir a partir desta observação:

O TODO é limitado pois sua natureza para nós ainda é dual.




Autor: Ney Dantas
FONTE:EVOLUCAO