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terça-feira, dezembro 13

O plano divino e o alinhamento galáctico


O PLANO DIVINO E O ALINHAMENTO GALÁCTICO
Por John Major Jenkins

Por bilhões de anos, a Terra viveu a sua vida em um oceano de muitos e diferentes ciclos cósmicos, alguns grandes e alguns pequenos. A metáfora básica para todos os processos cíclicos é o ciclo dia-noite de 24 horas. A meia-noite é o momento de maior escuridão e é o vínculo que divide a morte
do dia anterior do nascimento do novo dia. A partir deste momento, a luz começa a aumentar. À meia-noite, a escuridão máxima é alcançada e o novo dia começa a nascer. Mas levará um quarto do ciclo total de dia-noite antes que a luz do sol se desprenda do horizonte, correspondendo às 6:00 horas da manhã. Neste momento a noite terminou e o período da luz do dia, começa. Ao meio-dia ocorre outro quarto de ciclo, e é o momento de máxima luz do dia. Após o meio-dia o princípio da escuridão então começa a assumir. Outro quarto de ciclo mais tarde, às 6:00 horas da tarde, o sol desce abaixo do horizonte e se esconde. A escuridão rege e a consciência dorme. À meia-noite o ciclo começa novamente. Esta metáfora nos ajuda a compreender a manifestação do Plano Divino na Terra, mas a revelação espiritual humana ocorre em um ciclo que é muito maior do que o dia. O maior ciclo da Terra que os seres humanos podem se tornar conscientes é a precessão dos equinócios, um período de 26.000 anos. Causado pela lenta oscilação da Terra em seu eixo, este é o Ano Platônico, e como o dia, ele também tem os seus lados de escuridão e de luz.

De acordo com as doutrinas tradicionais, a Terra vivencia períodos de crescente escuridão espiritual e períodos de crescente luz espiritual. Os dois portais nestas fases diferentes são chamados de "portais do solstício". Os dois solstícios do ano são como o meio-dia e a meia-noite. A doutrina das Eras do Mundo é encontrada em muitas tradições, incluindo as cosmologias encontradas nas antigas civilizações Védicas e Maias. Na doutrina Yuga da India Antiga, a humanidade experienciou uma Era do Ouro de luz há 12.000 anos. Mas a luz espiritual começou a se desvanecer e a humanidade se moveu através de sucessivas Eras do Mundo, cada uma mais escura do que a última. Hoje, nós estamos agora no final da Kali Yuga, a era mais escura. Na metáfora do dia, este período da Era do Ouro ao final da Era Mais Escura, corresponde ao período do meio-dia à meia-noite. É o período em que a escuridão está aumentando. A chave para compreender o maior ciclo luz-escuridão é este: A antiga doutrina da Eras do Mundo está baseada na precessão dos equinócios. Há aproximadamente 13.000 anos de escuridão crescente e 13.000 anos de luz crescente.

A civilização Maia decidiu terminar um grande período do tempo em 21 de Dezembro de 2012. Este será o término do "13º Baktun", em seu calendário de Longa Contagem. A solução para o enigma  envolve a precessão dos equinócios. Nos anos próximos à 2012, o sol do solstício de Dezembro estará alinhado com o centro da galáxia da Via Láctea. Este Centro Galáctico está localizado entre Sagitário e Escorpião, e foi considerado pelos antigos Maias como o Espaço da Criação no Céu, o Útero da Grande Mãe. Este alinhamento do Sol do Solstício com o Centro Galáctico ocorre uma vez a cada 13.000 anos. É equivalente aos momentos do meio-dia e a meia-noite. O alinhamento dos 13.000 anos passados que foi responsável pela Era do Ouro de Luz, envolveu o sol do solstício de Junho com o Centro Galáctico.
Entretanto, o alinhamento que culmina nos anos ao redor de 2012, envolve o sol do solstício de Dezembro, o solstício da morte e do renascimento. Portanto, nós estamos experienciando a  meia-noite galáctica. Para os seres humanos na Terra, o período de crescente escuridão espiritual está prestes a terminar. Nós "viraremos a esquina" e entraremos em uma fase de ascensão em direção à  próxima Era do Ouro, quando a luz espiritual e a consciência começarão a se manifestar no mundo novamente. A chegada do alinhamento galáctico é um evento cósmico que nos convida a crescermos espiritualmente.

Ele é elaborado no Plano Divino e identifica o tempo em que vivemos como um tempo de rara oportunidade para o nosso crescimento.

Nós podemos identificar este período de mudança, a Mudança Global, estendendo-se entre 1980 e 2016. É fascinante como os Maias codificaram criteriosamente o conhecimento deste futuro  alinhamento em seu calendário. Eles também codificaram este alinhamento galáctico em suas  instituições básicas. Por exemplo, o jogo de bola Maia é uma metáfora para o sol (a bola do jogo), movendo-se para o Centro Galáctico (o anel da meta). O meu novo livro: Alinhamento Galáctico: A Transformação da Consciência de Acordo com as Tradições Maias, Egípcias e Védicas, mostra como este conhecimento galáctico é uma camada oculta da sabedoria que pode ser encontrada em muitas tradições ao redor do mundo. Ele pode ser identificado na astrologia Islâmica, na topografia sagrada Grega, nas tradições Sul-Americanas, na arquitetura religiosa Cristã, no Mitraísmo, no pensamento Neoplatônico, assim como na cosmologia Védica e Egípcia. Parece que enquanto nos tornamos imersos no alinhamento galáctico, a própria sabedoria antiga está retornando, está sendo  redescoberta, para iniciar uma nova era da ascensão em direção à luz.

Os seres humanos que vivem hoje têm um destino especial, pois o Plano Divino opera através dos  ciclos da natureza. Mas a renovação da humanidade não é determinada pelas estrelas, pois o livre  arbítrio é um componente essencial da evolução espiritual da consciência. Nossa propensa participação nestas grandes mudanças de energia, é requerida. O acesso à energia galáctica da  mudança é difícil e nos transformará. Mas nós temos uma oportunidade de nos movermos para um  relacionamento mais estreito com a fonte e com o centro da vida. O alinhamento astronômico não nos "leva" a crescer. De outro modo, ele corresponde a um processo de despertar que acontece nos recessos de nosso ser interno. É o símbolo externo de uma revolução essencialmente espiritual. O alinhamento galáctico da era 2012 é uma porta aberta, convidando-nos a crescer espiritualmente.  Para fazermos isto, nós devemos sacrificar as ilusões que nos mantêm atados aos reinos escuros e limitados da existência. Vamos acessar a luz interior e estendermos as nossas almas às estrelas!
 
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John Major Jenkins é um pesquisador independente que se devotou à reconstrução da antiga cosmologia e filosofia Maia. Ele é o autor de oito Livros das Tradições Maias, da antiga cosmologia, e da metafísica, e apareceu em inúmeros documentários. Seus recentes livros são: O Alinhamento Galáctico: Transformação da Consciência de Acordo com as Tradições Maias, Egípcias e Védicas e a Cosmogênese Maia de 2012.



Tradução: Regina Drumond - reginamadrumond@yahoo.com.br
 

quinta-feira, dezembro 8

TEMAZCAL - Um caminho de cura




"O TEMAZCAL É UMA ANTIGA CERIMÔNIA DE PURIFICAÇÃO E LIMPEZA DIFUNDIDA ENTRE DIVERSOS GRUPOS PRE-HISPÂNICOS DA AMÉRICA, FRENTE AO QUAL OS CONQUISTADORES ESPANHÓIS FICARAM A PRINCÍPIO HORRORIZADOS MAS, DEPOIS, TIVERAM QUE ACEITAR SUAS QUALIDADES, DO MESMO MODO QUE AGORA SE RETOMA SUA PRÁTICA FRENTE A MOSTRA INEGÁVEL DE SEUS EFEITOS POSITIVOS. O HOMEM COMEÇA A RECUPERAR ESTAS PRÁTICAS E CONHECIMENTOS ANCESTRAIS PARA DIMINUIR OS EFEITOS NEGATIVOS DA VIDA MODERNA, COMO O ESTRESSE E AS CONSEQUÊNCIAS DOS MAUS HÁBITOS. EM GERAL, DO DESCUIDO DO CORPO COMO UM TODO, EM SUAS DIMENSÕES FÍSICA, EMOCIONAL E ESPIRITUAL".
 (Por Tahíta)
(Tradução do espanhol Verônica D'amore)
portal arco-íris

domingo, outubro 30

DIA DOS MORTOS NO MÉXICO - Patrimônio da Humanidade pela UNESCO


No México o dia dos mortos é uma celebração transformada em festa, risos, música e alegria. 

No México, o Dia dos Mortos é uma celebração de origem indígena, que honra os defuntos no dia 2 de novembro. Começa no dia 1 de novembro e coincide com as tradições católicas do Dia dos Fiéis Defuntos e o Dia de Todos os Santos. Além do México, também é celebrada em outros países da América Central e em algumas regiões dos Estados Unidos, onde a população mexicana é grande. A UNESCO declarou-a como Patrimônio da Humanidade.
As origens da celebração no México são anteriores à chegada dos espanhóis. Há relatos que os astecas, maias, purépechas, náuatles e totonacas praticavam este culto. Os rituais que celebram a vida dos ancestrais se realizavam nestas civilizações pelo menos há três mil anos. Na era pré-hispânica era comum a prática de conservar os crânios como troféus, e mostrá-los durante os rituais que celebravam a morte e o renascimento.
O festival que se tornou o Dia dos Mortos era comemorado no nono mês do calendário solar asteca, por volta do início de agosto, e era celebrado por um mês completo. As festividades eram presididas pela deusa Mictecacíhuatl, conhecida como a "Dama da Morte" (do espanhol: Dama de la Muerte) - atualmente relacionada à La Catrina, personagem de José Guadalupe Posada - e esposa de Mictlantecuhtli, senhor do reino dos mortos. As festividades eram dedicadas às crianças e aos parentes falecidos.
É uma das festas mexicanas mais animadas, pois, segundo dizem, os mortos vêm visitar seus parentes. Ela é festejada com comida, bolos, festa, música e doces preferidos dos mortos, os preferidos das crianças são as caveirinhas de açúcar. (...)
Na cultura Joao vitor lopesana, La Catrina, popularizada por José Guadalupe Posada, é um esqueleto de uma dama da alta sociedade. É uma das figuras mais populares da Festa do dia dos mortos no México.

TRANSFORMAÇÃO DO RITUAL

Quando os espanhóis chegaram à América no século XVI, se aterrorizaram com esta prática, e no intento de converter os nativos, fizeram as festividades coincidirem com as festividades católicas do Dia de Todos os Santos e o Dia dos Fiéis Defuntos. Os espanhóis combinaram seus costumes com o festival centro-americano criando um sincretismo religioso que deu lugar ao atual Dia dos Mortos.
Um dos estados mexicanos que mais representam este sucesso é Michoacán.

CARACTERÍSTICAS

Nas festividades, encontra-se aspectos oriundos tanto dos antigos habitantes centro-americanos, como também, características modernas, adquiridas do contato com a cultura dos colonizadores.





PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE



Em cerimônia realizada em Paris, França em 7 de novembro de 2003, a UNESCO distinguiu a festividade indígena do Dia dos Mortos como Obra Mestra do Patrimônio Oral e Intangível da Humanidade. A distinção por considerar a UNESCO que esta festividade é[:
"... uma das representações mais relevantes do patrimônio vivo do México e do mundo, e como uma das expressões culturais mais antigas e de maior força entre os grupos indígenas do país".
Além disso, no documento se destaca:
"Esse encontro anual entre as pessoas que celebram e seus antepassados, desempenha uma função social que recorda o lugar do indivíduo no seio do grupo e contribui na afirmação da identidade..."
Além de:
"...embora a tradição não esteja formalmente ameaçada, sua dimensão estética e cultural deve ser preservada do crescente número de expressões não indígenas e de caráter comercial que tendem a afetar seu conteúdo imaterial".




FONTE: WIKIPÉDIA
leia artigo completo em: 


fotos do dia dos mortos no México
http://www.diademuertos.com/

sábado, setembro 10

QUETZALCOALTL - A Lei do Centro

O hieróglifo nahuatl, que com maior freqüência encontramos, é o de uma figura que através de infinitas variantes está determinada sempre por quatro pontos unificados em seu centro, disposição que hoje conhecemos como "Quincunce".
O 5, isto é, o 5° ponto tem um significado muito particular na cosmovisão americana pré-colombiana, e não só entre ela, pois muitos panteões do oriente e ocidente expressam este algarismo como ponto de fusão ou união entre os 4 pontos cardeais, os 4 membros do corpo humano, os 4 reinos que coexistem na terra, os 4 elementos integrados no Universo, etc...
Porém, entre os americanos, o Quincunce tem uma conotação particular: é o emblema do 5° sol, o coração do céu. Pareceria ser a estilização do quadrilátero e do triângulo, sendo o seu centro, vértice da pirâmide reduzida a uma figura plana, sendo como se segue:
A simbologia teotihuacana expressa o conceito dos quatro elementos primordiais por um ponto sintetizador, conceito este que é a medula de todo o desenvolvimento teológico deste povo. Desta forma, o céu e a terra encontrar-se-iam no homem e, com maior precisão, no coração humano.
Quetzalcoatl, principal divindade do panteão “maia/azteca”, representada por um pássaro/serpente ou uma serpente emplumada, é também o nome de um conceito cósmico, dando a idéia de ponte entre o animal e o divino. Na chave interpretativa astronômica, Quetzalcoatl é a Via Láctea e na astrológica, o planeta Vénus, com o qual o vemos continuamente identificado. Dizem as tradições que inaugurou a Era do Centro, a 5° idade, aquela que ultrapassou os 4 sóis precedentes, isto é, as 4 raças de que nos fala o “Popol Vuh”. Este ser, entre mítico e histórico, já que nos anais encontramos um governante com o mesmo nome, tinha como preocupação vencer a inércia e verticalizar os esforços, criando assim uma doutrina mística que lembrasse aos homens sua origem celeste. Por isso, o Quincunce era seu emblema, como também de um remoto deus “Huehueteo tl” - Velho deus do Fogo - (lembremos que o fogo é elemento dinâmico por excelência) e se observarmos detidamente o Quincunce percebemos que nele está impresso um continuo movimento de transformação ininterrupta. Se nos aproximamos do oriente há uma divindade de que nos fala o Rig Veda, isto é, Agni que "coincidentemente" simboliza o fogo, responsável pela purificação da matéria.
Sabe-se que o ano venusiano de 584 dias, compõem-se de um período diurno e um crepuscular, separados pelas conjunções superior e inferior, no curso dos quais o planeta desaparece nos raios solares (pg. 48 a 50 do manuscrito maia, Biblioteca Dresden). Depois de uma união de 90 dias com o sol (e da invisibilidade que resulta desta conjunção superior) Vênus aparece durante 250 dias no céu da tarde.
É quando então sobrevem o drama: submetida à lei da gravidade própria das coisas naturais, Vénus se verá irresistivelmente atraída pelo baixo-mundo até desaparecer em suas profundidades. Oculta-se durante 8 dias o que corresponde à conjunção inferior que precede a sua emergência oriental.
Esta realidade astronômica, vemo-la refletida no mito da vida de Quetzalcoatl. Diz-se que foi engendrado no preciso momento que sua virgem mãe engoliu uma pedra preciosa (símbolo da perfeição e da Luz); outras versões ainda mais remotas afirmam que veio de Vênus. Sua inocência e pureza eram tão grandes que os demônios (almas primitivas) não toleravam sua presença e continuamente o submetiam à tentações. Como o divino jovem não tinha ainda percebido seu corpo, puseram-no à frente de um espelho e, ao ver tal imagem, seu coração encheu-se de amargura e tristeza, pois considerava esse corpo feio, imperfeito e carente de harmonia. Os tentadores, aproveitando seu desconsolo, ofereceram-lhe uma bebida embriagante, e do espelho fizeram surgir uma imagem feminina. O jovem asceta perdeu sua virginal pureza, caindo no mundo vulgar.
Quando o efeito do álcool já se estava diluindo, achou-se fora do palácio; entrou num sarcófago de madeiro, e ali permaneceu 4 dias. Ao fim destes levantou-se, dirigiu-se, ao mar, fez uma fogueira e queimou-se nela. Então surgiram no horizonte aves que levaram suas cinzas até o céu em forma de pirâmide e a alma, de Quetzalcoatl volta à sua pátria, Vênus.
Tudo está maravilhosamente estruturado.
Teotihuacan, palavra nahuatl que significa Cidade dos Deuses, é um dos centros arqueológicos mais importantes em toda a América Latina. Foi uma metrópole dedicada quase que exclusivamente a atividades religiosas, onde "a serpente aprendia milagrosamente a voar, isto é, onde o indivíduo adquiria a categoria de ser celeste". Entre as pirâmides dedicadas uma ao Sol e outra à Lua, encontramos o templo de Quetzalcoatl, enfeitado com 365 cabeças em alto relevo e com os símbolos que representam o ano astronômico.
Se a ciência arqueológica dedicasse um pouco de suas energias a desvendar os enigmas que existem neste centro cultural, seguramente descobriria que nenhuma de suas construções, imagens, monumentos, etc..., foram realizados por acaso e, sim, com uma profunda intenção de esquematizar uma verdade que hoje se esconde em suas esquecidas ruínas. A Lei do Centro, está presente em cada palmo destas silenciosas sentinelas que, fundamentadas nas revoluções dos astros e em precisos cálculos matemáticos, encerram unidades cada vez mais complexas, as quais, através de sua configuração, se vão surpreendentemente sintetizando.
A própria serpente corrobora isto, e em sua pele podemos observar como seus módulos vão se dilatando e contraindo sistematicamente. O finito e o ilimitado, o tempo e a eternidade fundem-se no Quincunce, como a importância de uma cultura que, embora ignorada, mantém acesa a sua mensagem esperançosa de que futuros homens, filhos deste mesmo passado, redescubram sua gloriosa origem.
EMILIO MOUFARRIGE
Revista Thot - Número 6 Julho/Agosto de 1976
fonte: Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick 

quarta-feira, março 23

Pirâmide de Chichén Itzá, México

"O Castelo" em Chichén Itzá, México, foi erguido em harmonia com o calendário maia. São 91 degraus em cada um dos quatro lados, totalizando, portanto, 364 degraus. Com a plataforma superior, comum aos quatro lados, chegamos a 365 degraus... e dias! Todos os anos mais de 40.000 pessoas visitam a grande pirâmide para ver a silhueta de uma cobra que aparece lentamente na lateral da escadaria com a movimentação do sol. Ainda no México, cem quilômetros ao sul da capital, está a Pirâmide de Cholula que tem o plano da base maior que o da Pirâmide de Quéops. Ao norte, o campo de pirâmides de Teotihuanã cobre uma planície de quase 20 Km quadrados, e todas as construções escavadas orientam-se pelas estrelas. O texto mais antigo sobre Teotihuanã relata que ali se reuniam os deuses e se aconselhavam a cerca do homem, antes mesmo que o homo sapiens tivesse existido!
Os maias, inegavelmente, eram muito familiarizados com o mar, a prova disso seria a grande quantidade de objetos feitos de coral e conchas. Porque então construíram suas cidades na floresta? Porque construíam reservatórios de água se tinham a possibilidadede morar próximo ao rio? Só em Tical há 13 reservatórios de água, com uma capacidade de 154.310 metros cúbicos. Distante 70 metros do observatório astronômico, escondida na floresta, está uma reprodução exata do poço sagrado de Chichén Itzá. Vigiado por serpentes, centopéias venenosas e insetos importunos, tem as mesmas medidas que o poço 'genuíno' e suas paredes estão identicamente afetadas pela ação do tempo e cobertas pela vegetação. Os dois estão a 900 metros de distância da ponta da pirâmide maior, o Castillo e possuem a mesma altura do nível da água.
O observatório astronômico de Chichén é a primeira e mais antiga das construções arredondadas erguidas pelos maias. Ainda hoje o edifício restaurado dá a idéia de um observatório moderno. A estrutura, com três terraços superpostos, possui uma escada interna em caracol que leva ao mirante. Nessa cúpula, aberturas e orifícios são orientados para as estrelas. As paredes externas ostentam máscaras do deus da chuva e a representação de uma figura humana munida de asas!
No auge de sua civilização e cultura os maias abandonaram suas cidades, templos, monumentos e tesouros sagrados. Algo incompreensível ocorreu por volta de 600 d.C., para que este povo, de repente e sem motivo,  simplesmente desaparecesse! A selva devorou construções e estradas, quebrou os muros e produziu uma imensa paisagem de ruínas. Nenhum habitante jamais retornou àqueles locais.

Os maias construíram pirâmides e templos porque seu calendário prescrevia que, a cada 52 anos, um número prefixado de degraus de uma obra arquitetônica deveria ser construído. Cada pedra relaciona-se com o calendário, cada obra arquitetônica é astronomicamente orientada com exatidão.


  

quinta-feira, março 17

OS MISTÉRIOS DOS ANTIGOS MAIAS

fonte: OS MISTÉRIOS DOS ANTIGOS MAIAS - autor: SAMAEL AUN WEOR - TRECHO


Os maias em si representam a cultura atlante. Este vasto continente que hoje jaz submerso no fundo do oceano que leva sue nome. ATLAS, o mais antigo de seus astrólogos, foi seu rei; a mente poética dos filhos da Hélade o pintaram como um gigante sustentando sobre seus ombros e não sobre a sua mente poderosa, a máquina celeste.
Seus filhos, os titãs pretenderam escalar o céu. Mas Deus os confundiu e uma noite o mar e o trovão enfureceram-se; trêmula trepidou a Europa e desperta pelo estrondo, não viu já o mundo irmão...
Somente TEIDE ficou para dizer à humanidade: “Aqui foi em tempos a famosa Atlântida”. Cada raça tem 7 sub-raças e morre. A quarta raça atlante teve também estas sub-raças.
Cresceram no orgulho os da terceira e quarta sub-raças atlantes dizendo: “Somos os reis, somos os deuses”. Tomaram esposas de formosa aparência da Raça dos ainda sem mente, ou de “cabeça estreita”, engendraram monstros, demônios maléficos, homens machos e fêmeas e também KHADOS com mentes pobres.
Construíram formosas e enormes cidades. Esculpiram suas próprias imagens segundo seu tamanho e semelhança e as adoraram. Os fogos internos já haviam destruído a terra de seus pais (a Lemúria), a água ameaçava a Quarta raça (ATLÂNTIDA).

As primeiras grandes águas vieram e submergiram as 7 grandes ilhas. Os bons foram salvos e os maus destruídos.
Poucos homens restaram, alguns amarelos, outros de cor castanha e negra, e alguns vermelhos. Os da cor da Lua, os TUATHA, haviam desaparecido para sempre. Transcrevemos em continuação um manuscrito maia que á parte da famosa coleção da “O PLONGEON”, os manuscritos de TROIANO que podem ser vistos no Museu Britânico.
“No ano 6 de kan, o IIº muluc, no mês de zrc, ocorrem terríveis terremotos que continuaram sem interrupção até 13 chuen. No país das montanhas de barro a terra de “UM”, foi sacrificada”.
“Depois de duas comoções, desapareceu durante a noite, sendo constantemente sacudida pelos fogos subterrâneos, que fizeram com que a terra afundasse e desaparecesse várias vezes em diferentes lugares. Pereceram 64 milhões de habitantes 8.000 anos antes de escrever este livro”.
Nos arquivos antiquíssimos do antigo templo de LHASA (TIBET) pode ver-se uma antiga inscrição caldéia, escrita 2.000 anos ante de Cristo, que a letra diz: “Quando a estrela BAL caiu no lugar onde agora somente existe mar e céu (OCEANO ALTÂNTICO), as sete cidades com suas portas de ouro e templos transparentes tremeram e sacudiram-se como as folhas de uma árvore agitadas pela tormenta”.
“E eis aqui que ondas de fumaça e de fogo elevaram-se dos palácios. Os gritos de angústia da multidão enchiam o ar”. Buscaram refúgio em seus templos e cidades e o sábio MU, o sacerdote de RA-MU apresentou-se e disse-lhes: “Não os predisse isto?” os homens e as mulheres cobertos de pedras preciosas e brilhantes vestimentas, chamaram dizendo; “MU salva-nos”, e MU replicou-lhes: “morrereis com vosso escravo e vossa riqueza e de vossas cinzas surgirão novas nações”.
“Se eles, (REFERINDO-SE À QUINTA RAÇA ÁRIA), esquecem-se de ser superiores, não pelo que adquirem e sim pelo que dão, a mesma sorte tocar-lhes-á”. As chamas e a fumaça afogaram as palavras de UM, e a terra fez-se em pedaços, submergindo com seus habitantes em alguns meses”.

Que podem dizer os críticos ante estas duas histórias, uma do Tibet e outra da Mesoamérica? Ambas relatam a catástrofe atlante.
A famosa história do dilúvio universal, cujas versões encontram-se nas tradições de todas as raças humanas, são simples lembranças da grande catástrofe atlante. Todos os povos antigos veneraram e adoraram os deuses santos que viveram na Atlântida e que hoje moram no EMPÍERO.
A ATLÂNTIDA unia geograficamente a América e o Velho Mundo. As civilizações da Indo-América tem sua raiz no continente Atlante. Momentos antes da catástrofe Atlante retirou-se o povo seleto. Alguns vieram a Meso-América e outros à Meseta Central da Ásia. Colonizaram o Tibet, Pérsia, Egito, etc.
Em pleno Egito encontram-se ainda pirâmides maias. Existe plena documentação de que o Mestre Jesus aprendeu o Maia no Tibet. Lá falava-se Maia. Prova disto temos a frase pronunciada do Gólgota, é uma frase maia que os judeus não entenderam porque não falavam Maia, ELI LAMAH ZABCTANI, significa “OCULTO-ME NA PREALBA DE TUA PRESENÇA”.

Estabeleceu-se que a ciência religiosa conhecida por Jesus, o Cristo no Egito, na Índia e no Tibet, era Maia. Existiu um profundo ocultismo Maia conhecido, sem dúvida por Cristo, que escolheu seus símbolos (MAIAS) como sustentação de suas idéias de amor fecundo. Não pode ser casualidade que haja escolhido a cruz maia, a trindade e os doze apóstolos e muitos outros símbolos para sustentar o imenso sentido científico religioso de seus ensinamentos.
Os maias-atlantes trouxeram sua ciência religião a Meso-América, Tibet, Índia, Pérsia e Egito, foram grandes civilizadores.

terça-feira, março 15

MATÉRIA E ENERGIA

Para os  MAIAS , tudo que existe é composto de partículas. Partículas que estão em contínuo movimento e em constante vibração. Tudo que vibra pode ser representado em forma de onda e toda forma de onda pode ser codificada dentro da matriz do Tzolkin. Tudo que existe pode manifestar-se dentro desta matriz matemática.

Uma partícula pode ser uma parte constitutiva de um átomo, um ser humano, um planeta ou uma galáxia. As partículas são como os atores de uma peça. Estas partículas em um determinado momento no tempo ocupam um lugar localizado no espaço. O lugar no espaço e o lugar no tempo, o espaço-tempo, é como o cenário da peça onde as partículas se movem. Existem também forças ou energias que movimentam as partículas permanentemente no espaço-tempo fazendo com que elas interajam umas com as outras.

Pense na energia como um roteiro que coordena a atuação que estes atores devem seguir no cenário, o espaço-tempo. Cada atuação é única. Não existe outra igual em todo o cenário. Pode-se dizer então que a peça é a soma de todas as atuações. A atuação também depende da platéia que também interfere na atuação. Existem milhares de milhões de possibilidades para que estas partículas se configurem no espaço-tempo. Por isso o Universo é a soma total de todas as possibilidades.

sábado, março 12

CALENDARIO MAIA

O calendário Maia ratifica conhecimentos das escolas iniciáticas da India, China, Japão, Egito, Cabala, etc. Segundo a Profecia Maia, há na Terra hoje em dia seres provenientes de 4 origens estelares, ou Castelos, formando as raças que deram origem  á humanidade.
Vieram de Sírios, Órion, Arcturos, Plêiades. Seus conhecimentos deveriam ser patrimônio de todos nós.  O Pensamento, o Sentimento, o Instinto, a Sensação. Nosso maior desafio é equilibrar as 4 funções. Mesmo quando bem sucedidos a função antagônica é nosso maior desafio.  Temos recebidos exilados de Marte e Maldek, que hoje forma nosso cinturão de asteróides, destruído por seus habitantes. Alguns desses espíritos hoje fazem parte de movimentos pacifistas, outros, criam armas destrutivas, fazem experiências genéticas em busca de poder. A 5ª Força Galáctica obedecendo ordens implantou a vida no sistema solar que os Maias chamam de KINICH AHAU.
O Calendário Maia sintoniza o ritmo biológico do corpo com os grandes ritmos cósmicos.
A primeira leva dos Maias galácticos chegou á América Central por volta de 550 a.C., se misturou com os Olmecas, o povo que descobriu a borracha, criou a bola e o jogo de bola. Sua religião surgiu de uma cultura xamânica baseada no Nagual ou espírito do Jaguar. Seus sacerdotes são chamados de Balam ou Jaguar. Usavam o cogumelo TEONANACATL ou carne dos deuses. Atribuiram sua origem à Tulan, denominação e 4 direções diferentes, indicada também como seu ponto de origem estelar. Introduziram o sistema de notação matemática de barra e ponto e o calendário.
O Calendário da Lua, ou TUN-UC é composto de 13 luas ou meses de 28 dias = 364 dias ou kins + um dia verde ou Dia do Perdão, para reestabelecermos a harmonia com quem possamos ter ofendido. Assim o ano Maia, combinando com o TUN-UC, com o TZOLKIN e o HAAB, totaliza 365 dias ou kins, onde se repetem infidavelmente.
O diretório de arquivos do  Projeto CMAIA está disponível no seguinte
link:



quarta-feira, março 9

Deuses Maia

Viracocha - Wiracocha

 

O Deus sul-americano Viracocha, cujo nome significa "Espuma do Mar" e é associado ao Quetzalcoatl/Kukulkan asteca/maia. (afinal todos eles são o grande "homem branco barbado")

Existem relatos de quatro encarnações do Deus com esse nome, sendo duas onde ficou conhecido como "Senhor de Sipan" ("Viracocha" e "Viracocha Pachacamac"), e outras duas, "Viracocha de Tiahuanaco" (a imagem da postagem  é a parte superior desse Viracocha que está no topo da "Porta do Sol" em Tiahuanaco) e a ultima delas ficou conhecida como "Viracocha Inca", pouco antes da invasão espanhola.

Na mitologia inca, Viracocha (em quechua Apu Kun Tiqsi Wiraqutra) era a divindade invisivel criadora da cosmovisão andina. Era considerado como o explendor originario, o "Senhor, Maestro do Mundo". Na realidade foi a primeira divindade dos antigos Tiahuanacos, que proviam do Lago Titicaca. Surgiu das águas, criou o céu e a terra. O culto ao Deus criador supôs um conceito do abstrato e do intelectual, e estava destinado só à nobreza. Este deus ao que parece também se encontra na iconografia dos habitantes de Caral e Chavín.
Etimologia

Em quéchua, Tiqsi significa fundamento, base, inicio; Wiraqutra provém da fusão de dois vocábulos: wira (gordura) e qutra (contedor de água - lago). Na simbologia dos antigos andinos, a gordura era uma figura da energia e a água o elemento capital do ciclo vital do universo.

Quando os primeiros cronistas chegaram à América, o espanhol estava em plena evolução e seu alfabeto carecia de normativa. Em tais casos era comum o uso tanto do "V" quanto do "U" para representar indistintamente a vogal U e a semiconsoante W, hoje representadas por U ou HU. Por tal motivo foi geralmente transcrita como Viracocha, ainda que alguns outros escrevessem Huiracocha ou Huiraccocha. Outras versões foram Ticci, Tiki ou Teisi.
Doctrina

Viracocha, igualmente a outras divindades, foi nômade e teria um companheiro alado, o pássaro Inti (nome do Deus-Sol Inca), uma espécie de passáro mago, conhecedor da atualidade e do futuro, representado em mitos orais como um beija-flor de asas de ouro (Quri qinqi)

Se dá ao Deus todo-poderoso a faculdade de dirigir a construção de todo o visível e invisível.

Começa sua obra no mundo dos antigos (ñawpa pacha) talhando na pedra as figuras dos primeiros seres humanos, dos primeiros homens e mulheres que vão a ser o cimento de seu trabalho. Viracocha vai situando essas estátuas nos sítios correspondentes e, a medida que lhes dá nome, se animam e tomam vida na obscuridade do mundo primogenito (ñaupa pacha), pq o Deus ainda não havia se ocupado de dar luz à Terra, somente iluminada pelo resplendor do Titi, um puma selvagem e ardente que vive em cima do mundo, seguramente o jaguar que se mescla com outros animais nas representações totemicas do império Inca e das culturas pré-incaicas anteriores.

Este mundo, ou Kay Pacha, todavia está em trevas pq Viracocha

Satisfeito com os humanos, o Deus prosseguiu seu projeto, agora pondo em seu lugar seus filhos, Inti (Sol) e (Mama) Quilla (Lua), e as estrelas infinitas, até cobrir toda a abobada celeste com suas luzes.

Depois, Viracocha se dirige para o norte para, desde lá, chamar a seu lado as criaturas que ele acaba de dar vida própria.

A partir de Tiahuanaco, Tiqsi Huiracocha havia delegado as tarefas secundárias da criação a seus dois ajudantes, Tocapu Huiracocha e Imaymana Huiracocha, que empreendem imediatamente as rotas leste e oeste dos Andes, para dar vida e nome a todos os animais que vão fazendo aparecer sobre a face da Terra, numa maravilhosa missão auxiliar e complementária da realizada antes por seu Deus e senhor Huiracocha, missão que terminam junto às bordas do mar, para se perderem na água após a tarefa cumprida.

Nos mitos orais se revela Huiracocha como um sábio governante da época de Caral que deu as leis da economia da retribuição (troca, sistema de distribuição do trabalho) como também do Ayllu ou grande unidade familiar andina. Este Viracocha logo ascendeu à categoria divina, da mesma forma que todos os grandes governantes dos incas e seus antepassados.
dirige todo o seu trabalho a eregir um mundo completo e ao nascimento dos seres humanos que vão desfrutar dele
.Este texto composto pelos três primeiros posts foi retirado da versão em espanhol do Wikipedia, traduzida por Thiago da comunidade do Orkut Viracocha - Wiracocha

Deus Criador e herói civilizador do panteão Inca.


Seu nome completo Viracocha Pachacaiachi, significa "o criador de todas as coisas". Ao criar os homens ordenou-lhes que mantivessem a harmonia entre si, obedecessem um códico de moral e o servissem e honrassem. Quando uma parte das criaturas deixou-se dominar pelo orgulho e entregou-se ao pecado, Viracocha enviou o grande dilúvio, Uno Pachacuti, para cobrir o Mundo, poupando apenas três indivíduos destinados ao repovoamento. Depois criou quatro povos e, após muitas peripécias, considerando finda a sua missão terrena, caminhando de costas sobre o mar, desapareceu no horizonte.

Texto: Grande Enciclopédia Larousse Cultural - Volume 24

 

Mictlantecuhtli


Mictlantecuhtli
Mictlan ("inferno, terra dos mortos") + tecuhtli ("senhor"): Senhor do Inferno. Deus do 9º Inferno dos Aztecas, o mais profundo de todos, representado como um deus esquelético.

Deus asteca do plano inferior e da morte/mortos. Juntamente com sua esposa Mictecacíhuatl controla o mundo inferior ou reino de Mictlan. Exerciam sua soberania sobre os 9 planos inferiores e sobre a alma dos mortos.

Mictlantecuhtli é representado como um Deus-esquelético ou com uma caveira com muitos dentes, e compõe dualidade com Quetzalcoatl (como deuses da vida e da morte).

Associado às aranhas e aos morcegos, Deus regente do número 6, do décimo glifo do calendário sagrado, Oc [maia] ou Itzcuintli [asteca], Cachorro, e regente da trezena da Faca, Etznab [maia] ou Tecpatl [asteca]. 


Ehecatl - E'ekatl


Deus Vento, do alento divino, da vida.

Considerado a principal manifestação (nahualli) de Quetzalcoatl como Chiknawi Ehecatl (9 Vento).

Tepetl ("montanha") + yollotl ("coração"): Coração da Montanha. Deus da terra e das cavernas, provocador de terremotos. Representado por um jaguar.

Principal Deus-Jaguar mesoamericano, considerado a principal manifestação (nahualli) de Tezcatlipoca.

Seu nome é traduzido por "Coração da Montanha".

Deus regente do signo 3 (Casa/Noite) e da terceira trezena (ciclo de 13 dias), a trezena de Mazatl (Veado, Manik/Mão para os maias).
Tezcatl ("espelho") + popoca ("fumegante"): "Espelho Fumegante". Deus xamânico da noite, feitiçaria, guerra, e beleza juvenil. Senhor do Norte, representado e pelas Estrelas do céu nocturno. Deus da obsidiana.

Entre os nahuas (aztecas e outros povos de lingua nahuatl), Quetzalcoatl e Tezcatlipoca são divindades gemeas e ao mesmo tempo antagonicas. Quetzalcoatl é chamado também "Tezcatlipoca branco" enquanto a cor de Tezcatlipoca é o negro.

Entre os Toltecas, era um Deus maléfico da morte, que desceu do céu à Terra se valendo de uma teia de aranha, para destruir a obra de Quetzalcoatl.

Na verdade Tezcatlipoca é aquele que dá, mas também tira. É aquele que, recebendo sacrificios, pode nutrir os desejos do sacrificado.

Deus regente do número 10 e do signo 13 (Junco).

Seu nahualli (contraparte espiritual/animal) é Tepeyollotl, principal Deus Jaguar. Algumas das manifestações de Tezcatlipoca também são identificadas com os tonalli (dia sagrado) como Ce Miquiztli e Ome Acatl.

Quetzalcoatl - Kukulkan


Quetzalli ("pena preciosa; ave quetzal") + coatl ("serpente"): Serpente Emplumada. Deus do vento, da vida (sopro vital), da paz e do conhecimento.

Quetzalcoatl (Kukulkan para os maias), o Deus mais venerado por sua sabedoria e iluminação, tendo algumas encarnações cogitadas ao longo dos ciclos, compõe dualidade com Mictlantecuhtli (vida/morte) e também com aquele que seria sua contraparte (ou ele próprio), Tezcatlipoca.

Entre os nahuas (aztecas e outros povos de lingua nahuatl), Quetzalcoatl e Tezcatlipoca são divindades gemeas e ao mesmo tempo antagonicas. Quetzalcoatl é chamado também "Tezcatlipoca branco" enquanto a cor de Tezcatlipoca é o negro.

Deus regente do número 9, do segundo glifo do calendário sagrado, Ik [maia] ou Ehecatl [asteca], Vento, e da trezena do Jaguar, Ix [maia] ou Ocelotl [asteca].

O nahualli (contraparte espiritual/animal) de Quetzalcoatl é Chiknawi Ehecatl, o Vento, literalmente 9 Vento (ou Bolon Ik para os maias), um dos 260 dias sagrados.

RELIGIÃO MAIA - um pouco mais

Há, ainda, Xaman Ek, deus da estrêla Polar, protetor dos mercadores, que lhe faziam oferendas em oratórios colocados à margem das estradas, e, também, o deus do planeta Vênus, que, apesar de pouco conhecido, não tinha menos importância que outros, mais conhecidos.

Entre as divindades terrestres, Yum Kax, o Senhor das Florestas, o deus do milho, da prosperidade e da abundância, era o predominante. Como os cristãos, que se dizem criados do barro, os Maias se diziam criados do milho. É o único deus de formas humanas, juvenis e amáveis, portando longos cabelos, que eram associados às "barbas" das espigas de milho.


É, muitas vezes, associado a símbolos da morte, pois não se cria vida sem morte. Para germinar, é preciso enterrar os grãos e deixa-lo trabalhar como um cadáver. Yum Kax é comparado ao egípcio Osíris, ao grego Adônis e a Dumuzi-Tammuz, do Oriente Próximo, ao mesmo tempo, deuses da fertilidade e do além.

Também o feijão e o trigo tiveram seus deuses, havendo ainda, deuses que habitavam os cumes das montanhas, as confluências dos rios, as fontes e as grutas. Já o deus Jaguar tinha dois Universos: quando visível, encarnava as forças do solo; já oculto, em seu covil, encarnava as forças do subsolo.

As divindades subterrâneas são nove, ditas os Nove Senhores da Noite, ou Nove-Deuses (Bolontiku), que presidiam os nove mundos subterrâneos superpostos. É o domínio da morte e do além. O crânio descarnado e os ossos cruzados, constantes da iconografia maia, são os seus símbolos. Ah Puch é o deus da morte, representado por um esqueleto enfeitado de guizos. É acompanhado por animais de mau agouro: a coruja, o cão (que é o guia dos falecidos, sendo enterrado com o defunto) e o "demônio das nuvens", o pássaro moah (espécie de gavião).

Ainda temos Ek Chuah, deus da guerra e dos sacrifícios, estimado pelos viajantes e ambulantes, por ser padroeiro do cacau, cujos favos serviam como dinheiro, para troca.

Entre esses deuses incluímos Ixtab, deusa dos suicidas, sacrificados, soldados mortos em combate, mulheres mortas de parto, e que tinham lugar assegurado no Paraíso Maia, um éden plantado de cerbas (árvore sagrada), as árvores do kapok. Segundo a lenda, essas árvores atravessavam o Universo, dos mundos subterrâneos aos mundos celestes.

Também o tempo e os números tinham seus deuses, fato explicável pelo modo como os Maias eram fascinados pela passagem do tempo, seu ritmo cíclico, seu caráter repetitivo, seus cálculos de milhares, e até milhões de anos. Todas as divisões de tempo, os dias, os "meses" de 20 dias, os anos, os "séculos" de 52 anos, eram deificados.

terça-feira, março 8

A RELIGIÃO MAIA



A religião Maia, em seu Panteon, apresenta algumas generalidades, conforme enumera o inglês Eric Thompson (1895-1975):
a) os deuses ligados à chuva e à terra, possuem, geralmente, traços de serpente ou crocodilo, mesclados com caracteres humanos;

b) há a quadruplicidade dos deuses, cuja personalidade se desintegra em quatro indivíduos, que correspondem aos quatro pontos cardeais;

c) uma mesma divindade pode vir a ter aspecto benéfico ou maléfico, mudar de idade ou mesmo de sexo;

d) apesar de existirem três Universos, uma divindade pode estar em qualquer desses Universos, e ter ciclos diferentes;

e) grande importância no cômputo e na divisão do tempo, associado que era, aos deuses;

f) o caráter duplo, ou as funções contraditórias com a sua natureza, é explicado pelo sincretismo, devido à adoção de deuses populares, que foram recuperados pela elite dirigente.

Seu panteon se divide em 3 grandes famílias: celeste, terrestre e subterrânea, as quais veremos a seguir:

Entre as 13 divindades celestes, preponderavam Kinich Ahau (o Sol) e Ixchel (a Lua). Segundo a lenda, os dois astros, antes de se localizarem nos céus, viviam sobre a Terra como cônjuges, onde Ixchel não teria sido uma esposa muito fiel. Durante uma discussão, Kinich Ahau a teria deixado zarolha, o que explicaria o seu menor brilho nos céus.

Kinich Ahau protegia as artes (música, cerâmica e caça), enquanto que a Ixchel cabia a proteção da gravidez, do parto, das colheitas e da tecelagem. A par disso, Ixchel tem, também, o lado hostil e negativo: É a deusa das inundações, simbolizada como uma velha colérica, cercada de símbolos fúnebres, com garras de rapina, ossadas esparsas e uma serpente enrodilhada sobre seu crânio.


Kinich Ahau era associado a Itzamna (o Céu), que era uma representação da noite. Itzamna é representado por um crocodilo ou lagarto (Itzam significa lagarto em iucateque) de duas cabeças, uma viva, que representa o levante, onde nascem os astros, e outra, aparentando morta, que representava o ocaso, onde desaparecem os astros.


Os Maias imaginavam o mundo como um disco circular pousado sobre um crocodilo (ou quatro, segundo algumas versões, um para cada ponto cardeal), flutuando sobre águas subterrâneas, e comportando nove mundos subterrâneos, empilhados e dominados, cada um, por um terrível e atemorizante Senhor da Noite.

Haviam quatro gênios protetores, os Bacabs, que sustentavam o céu: um rubro, a leste, um branco, ao norte, um negro, a oeste (a noite), e um amarelo, ao sul.

Itzamna, como a maior parte dos deuses maias, também se quadruplica, e a mais frequente associação é com os Chacs, deuses da chuva e da vegetação. Sua representação é ofídica, e fazem chover emborcando ou entornando cabaças cheias de água sobre o solo. Às vezes, brandem machados de pedra que simbolizam raios e relâmpagos. São, assim, deuses da chuva, do vento, da vegetação, da fertilidade e da agricultura. Por serem benéficos e benevolentes, eram muito populares em Yucatan, onde a chuva era ansiosamente aguardada.





Durante o renascimento dos séculos XI e XII, prepondera o culto da Serpente Emplumada, ou Kukulkan, que equivale ao Quetzalcoatl dos Astecas. Eram a época de domínio dos Itzas, e o culto ficou centralizado em Chichen Itza. Kukulkan teria sido um personagem histórico, um chefe religioso e guerreiro, mas, após a queda dos Itzas, seu culto desaparece de imediato, ressurgindo, então, os antigos deuses Maias.Kukulkan oeste ao longo da face norte da escada de El Castillo, Chichen Itza

O clero tinha lugar de honra junto ao governo, por ter este o caráter teocrático. A autoridade religiosa estava superposta à tribal, e aos sacerdotes cabia transmitir a escrita, o calendário, a astrologia, a genealogia, a história, a mitologia, a medicina e a adivinhação, sendo, ainda, seu dever, prestar aos deuses, o culto que lhes era devido.

Se supõe que o clero dependia de uma classe privilegiada e hereditária, havendo, pois, preponderância do temporal sobre o espiritual. É provável que esses poderes fossem atribuídos à mesma pessoa, pois a expressão halach uinic, que denomina o supremo mandatário, pode ser traduzida por governador-bispo.

Na hierarquia Maia, logo abaixo do Halach Uinic, um segundo grande sacerdote era responsável pelo ensino, conservação e transmissão dos conhecimentos acima enumerados.

Os Ahkin (Os do céu) eram encarregados das especulações intelectuais, embora estivessem entre os oficiantes de sacrifícios, além de terem a missão de profetizar.

Os Chilams (Adivinhos) profetizavam, consultando os calendários divinos ou entrando em transe, através de danças e percussões frenéticas, talvez auxiliados por drogas inebriantes, como a mescalina. Ao consultar os escritos sagrados, aspergiam-nos com água pura, chamada Zu Huy, proveniente de fontes ou cenotes (poços) particulares, os quais eram proibidos às mulheres.

Os Nacoms tinham ligação com a morte: eram incumbidos de arrancar o coração das vítimas sacrificadas. Nessa tarefa eram auxiliados por quatro Chacs, associados ao deus da chuva e da vegetação, os quais seguravam a vítima. Os Nacoms eram assistentes dos Ahkins, a quem entregavam o coração, tão logo este era extraído.


fonte de pesquisa: internet

quarta-feira, março 2

TZOLKIN

O Tzolkin é o calendário mais importante dos Maias. Ele possui 260 kins ou dias, mas não é contado em meses e dias da maneira a qual estamos acostumados no Calendário Gregoriano. O Tzolkin é composto por duas partes: um número e um glifo. O número varia de 1 a 13, e o glifo de 1 a 20. A combinação desses 13 números e 20 glifos totalizam os 260 kins diferentes. (13x20=260).

Os glifos recebem nomes e significados especiais, a saber:

1)Imix (Crocodilo)
2)Ik (Vento)
3)Akbal (Noite)
4)Kan (Milho ou Semente)
5)Chicchan (Serpente)
6)Cimi (Morte)
7)Manik (Veado)
8)Lamat (Vênus)
9)Muluc (Água)
10)Oc (Cachorro)
11)Chuen (Macaco)
12)Eb (Erva, Chuva)
13)Ben (Junco)
14)Ix (Jaguar)
15)Men (Águia)
16)Cib (Coruja, Cêra)
17)Caban (Terra)
18)Etznab (Faca)
19)Cauac (Tempestade)
20)Ahau (Sol o
u Senhor)

sábado, fevereiro 26

SISTEMAS DE ESCRITA MAIA

CÓDICEO sistema de escrita maia (geralmente chamada hieroglífica por uma vaga semelhança com a escrita do antigo Egito, com o qual não se relaciona) era uma combinação de símbolos fonéticos e ideogramas. É o único sistema de escrita do novo mundo pré-colombiano que podia representar completamente o idioma falado no mesmo grau de eficiência que o idioma escrito no velho mundo.

As decifrações da escrita maia têm sido um longo e trabalhoso processo. Algumas partes foram decifradas no final do século XIX e início do século XX (em sua maioria, partes relacionadas com números, calendário e astronomia), mas os maiores avanços se fizeram nas décadas de 1960 e 1970 e se aceleraram daí em diante de maneira que atualmente a maioria dos textos maias podem ser lidos quase completamente em seus idiomas originais. Lamentavelmente, os sacerdotes espanhóis, em sua luta pela conversão religiosa, ordenaram a queima de todos os livros maias logo após a conquista.

Assim, a maioria das inscrições que sobreviveram são as que foram gravadas em pedra e isto porque a grande maioria estava situada em cidades já abandonadas quando os espanhóis chegaram.
Os livros maias, normalmente tinham páginas semelhantes a um cartão, feitas de um tecido sobre o qual aplicavam uma película de cal branca sobre a qual eram pintados os caracteres e desenhadas ilustrações. Os cartões ou páginas eram atadas entre si pelas laterais de maneira a formar uma longa fita que era dobrada em zigue-zague para guardar e desdobrada para a leitura.

Atualmente restam apenas três destes livros e algumas outras páginas de um quarto, de todas as grandes bibliotecas então existentes. Freqüentemente são encontrados, nas escavações arqueológicas, torrões retangulares de gesso que parecem ser restos do que fora um livro depois da decomposição do material orgânico.

Relativamente aos poucos escritos maias existentes, Michael D. Coe, um proeminente arqueólogo da Universidade de Yale disse:

“Nosso conhecimento do pensamento maia antigo representa só uma minúscula fração do panorama completo, pois dos milhares de livros nos quais toda a extensão dos seus rituais e conhecimentos foram registrados, só quatro sobreviveram até os tempos modernos (como se toda a posteridade soubesse de nós, baseados apenas em três livros de orações e "El Progreso del Peregrino).” (Michael D. Coe, The Maya, Londres: Thames y Hudson, 4ª ed., 1987)

Livros Maia

* Su'k Nazbot
* Chilam Balam
* Popol Vuh, (que significa livro da reunião ou comunidade, considerado a Biblia maia)
* Rabinal Achí
* Anais dos Caqchiqueles
* Códices maias

ARQUITETURA MAIA

ARQUITETURA MAIA

A arquitetura maia abarca vários milênios; ainda assim, mais dramática e facilmente reconhecíveis como maias são as fantásticas pirâmides escalonadas do final do período pré-clássico em diante. Durante este período da cultura maia, os centros de poder religioso, comercial e burocrático cresceram para se tornarem incríveis cidades como Chichén Itzá, Tikal e Uxmal. Devido às suas muitas semelhanças assim como diferenças estilísticas, os restos da arquitetura maia são uma chave importante para o entendimento da evolução de sua antiga civilização.

PIRÂMIDES E TEMPLOS
Com freqüência os templos religiosos mais importantes se encontravam em cima das pirâmides maias, supostamente por ser o lugar mais perto do céu. Embora recentes descobertas apontem para o uso extensivo de pirâmides como tumbas, os templos raramente parecem ter contido sepulturas. A falta de câmaras funerárias indica que o propósito de tais pirâmides não é servir como tumbas e se as encerram isto é incidental.

Pelas íngremes escadarias, se permitia aos sacerdotes e oficiantes o acesso ao cume da pirâmide onde havia três pequenas câmaras com propósitos rituais. Os templos sobre as pirâmides, a mais de 70 metros de altura, como em El Mirador, de onde se descortinava o horizonte ao longe, constituíram estruturas impressionantes e espetaculares, ricamente decoradas. Comumente possuíam uma crista sobre o teto, ou um grande muro que, teorizam, poderia ter servido para a escrita de sinais rituais para serem vistos por todos.

Como eram ocasionalmente as únicas estruturas que excediam a altura da selva, as cristas sobre os templos eram minuciosamente talhadas com representações dos governantes que se podiam ver de grandes distâncias. Debaixo dos orgulhosos templos estavam as pirâmides que eram,
em última instância, uma série de plataformas divididas por escadarias empinadas que davam acesso ao templo. BONAMPAK




ACROPOLIS SAN ANDRES

terça-feira, fevereiro 22

DECADÊNCIA DA CIVILIZAÇÃO MAIA

Nos séculos VIII e IX a cultura maia clássica entrou em decadência, abandonando a maioria das grandes cidades e as terras baixas centrais. A guerra, o esgotamento das terras agrícolas e a seca, ou ainda a combinação destes fatores são freqüentemente sugeridos como os motivos da decadência.

Existem evidências de uma era final em que a violência se expandia: cidades amplas e abertas foram então fortemente guarnecidas por muradas, às vezes visivelmente construídas às pressas. Teoriza-se também com revoltas sociais em que classes campesinas acabaram se revoltando contra a elite urbana nas terras baixas centrais.

Os estados maias pós-clássicos também continuaram prosperando nos altiplanos do sul. Um dos reinos maias desta área, Quiché, é o responsável pelo mais amplo e famoso trabalho de historiografia e mitologia maias, o "Popol Vuh".


A conquista pelo império espanhol:



Os territórios maias foram absorvidos durante o processo de expansão do império asteca por volta do século XV. Por fim, no ano de 1519, Hernán Cortez inicia a conquista do território asteca, incluindo as regiões anteriormente pertencentes aos maias.

Algumas cidades ofereceram uma grande e feroz resistência; a última cidade estado não foi subjugada pelos espanhóis senão em 1697. 
 
Sítios mais importantes

* Chichén Itzá
* Cobá
* Copán
* Calakmul
* Comalcalco
* Palenque
* Tikal
* Uxmal

Outros sítios importantes

* Altún Ha
* Becán
* Bonampak
* Caracol
* Dos Pilas
* Dzibilchaltún
* El Mirador
* Etzna
* Izamal
* Kabaah
* Kaminal Juyú
* Labna
* Lubaantún
* Mayapán
* Nim Li Punit
* Piedras Negras
* Quiriguá
* Río Bec
* Sayil
* Seibal
* Toniná
* Tuluum
* Uaxactún
* Xunantunich
* Yaxchilán
* Zaculeu


 

A CIVILIZAÇÃO MAIA

As evidências arqueológicas mostram que os maias começaram a edificar sua arquitetura cerimonial há 3000 anos. Entre os estudiosos, há um certo desacordo sobre os limites e diferenças entre a civilização maia e a cultura mesoamericana pré-clássica vizinha dos olmecas. Os olmecas e os maias antigos parecem ter-se influenciado mutuamente.

Os monumentos mais antigos consistem em simples montículos onde construíram tumbas, precursoras das pirâmides erigidas mais tarde.

Eventualmente, a cultura olmeca ter-se-ia desvanecido depois de dispersar a sua influência na península de Iucatã, na Guatemala e em outras regiões.

Os maias construíram as famosas cidades de Tikal, Palenque, Copán e Calakmul, e também Dos Pilas, Uaxactún, Altún Ha, e muitos outros centros habitacionais na área. Jamais chegaram a desenvolver um império embora algumas cidades-estado independentes tenham formado ligas temporárias, associações e mesmo rápidos períodos de suserania. Os monumentos mais notáveis são as pirâmides que construíram em seus centros religiosos, junto aos palácios de seus governantes. Outros restos arqueológicos muito importantes são as chamadas estelas (os maias as chamam de tetún, ou "três pedras"), monolitos de proporções consideráveis que descrevem os governantes da época, sua genealogia, seus feitos de guerra e outros grandes eventos, gravados em caracteres hieroglíficos.

Os maias tinham economia preponderantemente agrícola embora praticassem ativamente o comércio em toda a Mesoamérica e possivelmente para além desta. Entre os principais produtos do comércio estavam o jade, o cacau, o sal e a obsidiana.

MATEMÁTICA

Os maias (ou seus predecessores olmecas) desenvolveram independentemente o conceito de zero (de fato, parece que estiveram usando o conceito muitos séculos antes do velho mundo), e usavam um sistema de numeração de base 20.

As inscrições nos mostram, em certas ocasiões, que trabalhavam com somas de até centena de milhões. Produziram observações astronômicas extremamente precisas; seus diagramas dos movimentos da Lua e dos planetas se não são iguais, são superiores aos de qualquer outra civilização que tenha trabalhado sem instrumentos óticos. Ao encontro desta civilização com os conquistadores espanhóis, o sistema de calendários dos maias já era estável e preciso, notavelmente superior ao calendário gregoriano, muitas vezes reformado depois disto. 




CAMPOS DE JOGO DE BOLA

Um aspecto interessante do estilo de vida mesoamericano é o seu jogo de bola ritual e seus campos ou estádios, que foram construídos por todo o império maia em grande escala.

Estes estádios normalmente situavam-se nos centros das cidades. Tratavam-se de espaços amplos entre duas laterais de plataformas ou rampas escalonadas paralelas, em forma de "I" maiúsculo direcionado para uma plataforma cerimonial ou templo menor. Tais campos foram encontrados na maioria das cidades maias, exceto nas menores.

OBSERVATÓRIOS ASTRONÔMICOS

Os maias foram excepcionais astrônomos e mapearam as fases e cursos de diversos corpos celestes, especialmente da Lua e de Vênus.

Muitos de seus templos tinham janelas e miras demarcatórias (e provavelmente outros aparatos) para acompanhar e medir o progresso das rotas dos objetos observados. Templos arredondados, quase sempre relacionados com Kukulcán, são talvez os mais descritos como observatórios pelos mais modernos guias turísticos de ruínas, mas não há evidências que o seu uso tinha exclusivamente esta finalidade.

Em vários templos sobre pirâmides foram encontradas marcações de miras que indicam que observações astronômicas também foram feitas dali. 

A ARTE MAIA



Muitos consideram a arte maia da Era Clássica (200 a 900 d.C.) como a mais sofisticada e bela do Novo Mundo antigo. Os entalhes e relevos em estuque de Palenque e a estatuária de Copán são especialmente refinados, mostrando uma graça e observação precisa da forma humana, que recordaram aos primeiros arqueólogos da civilização do Velho Mundo, daí o nome dado à era.

Somente existem fragmentos da pintura avançada dos maias clássicos, a maioria sobrevivente em artefatos funerários e outras cerâmicas. Também existe uma construção em Bonampak que tem murais antigos e que, afortunadamente, sobreviveram a um acidente.
fonte: internet
Com as decifrações da escrita maia se descobriu que essa civilização foi uma das poucas nas quais os artistas escreviam seu nome em seus trabalhos.

segunda-feira, setembro 22

ANASAZI



Essa palavra há anos ronda a minha mente, desde que assisti á um episódio da extinta e bacanérrima série ARQUIVO-X /X-FILES, que inclusive tem esse título. ANASAZI.Lembro do personagem Fox Mulder conversando com um ancião, acho que um velho xamâ, descendente dessa tribo. Esqueci do episódio, mas não da palavra. Há alguns dias revendo a primorosa série COSMOS do brilhante CARL SAGAN, ele mostra uma ruína Anasazi onde através de uma determinada fresta, um raio de sol atinge um ponto em pleno solstício de verão. Isso numa região totalmente inóspita. O mesmo mecânismo é mostrado para o solstício de inverno em uma outra parte das ruínas.O maior dia do ano ocorre no solstício de verão, a maior noite do ano acontece no solstício de inverno e a duração do dia e da noite é igual nos equinócios.Acredito que esse povo deveria promover algum ritual específico nessas datas, também costume de outras civilizações ancestrais. Esse povo desapareceu misteriosamente, mas suas ruínas mostram um profundo conhecimento de astrologia, como outros povos indígenas da América Latina. Seriam eles descendentes dos Maias que nos legaram conhecimentos em várias áreas como a Astrologia e inclusive seu extraordinàrio TARÔ XULTUN ?
Deixando a ficção de lado, depois que vi novamente algo sobre essa tribo, essa palavra voltou à perturbar minha cabeça. Então resolvi fazer uma breve pesquisa. Eles habitavam a região sul do oeste norte-americano, principalmente a região do Novo México, junto com as tribos dos Pueblos (Hopi, Zuni, Chacos) e Navajos.A palavra Anasazi - anaa-inimigo sází-ancestral é originária do dialeto Navajo e significa Ancestrais Inimigos ou Ancestrais que não são os nossos. Surgiram por volta de 1.200 a.C. e desapareceram totalmente em 1.300 d.C. Há suspeitas de que eles tenham se integrado a outras culturas. Sua cultura provavelmente era transmitida via oral mas existem alguns símbolos impressos nas ruínas de suas cidades.

O mais interessante é que ao passear pelo site ANCESTRAL ART, deparei com alguns desenhos tribais e escolhi o que mais me chamou a atenção e era justamente de um deus Anasazi ! Isso é um pequeno sinal que estou no caminho certo e que devo estudar mais sobre esse povo. È NA-AN-Kokopelli, deidade da boa sorte, da fertilidade, que traz as chuvas. Apareceu primeiro entre o Anasazi durante o Grande período de Pueblo (D.C. 1100 - D.C. 1300). Não é lindo isso? Adoro esses insigths ! Aproveitei para reproduzir seu desenho aqui e ainda outro de um xamã (Shaman)que transmite poder (NA-AN-ShamanPower). Simplesmente maravilhoso.
Sites relacionados:
http://www.escribario.com/artigos/anasazi.asp
http://sangres.com/features/anasazi.htm
http://www.ancestral.com/
http://www.cpluhna.nau.edu/People/anasazi.htm